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Joio e trigo

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Nenhuma outra instituição da República tornou-se mais impopular nos últimos tempos do que o Supremo Tribunal Federal, alvo do repúdio de grande parte da população por suas frequentes decisões descaradamente favoráveis aos criminosos de colarinho branco da esquerda e da direita.

É quase unânime entre os juristas e advogados mais respeitados do país a avaliação de que o STF, nos quesitos do saber jurídico, do conhecimento intelectual e da retidão moral da maioria de seus ministros, tem hoje a pior formação de sua história.

Mas não podemos deixar de saudar como um fato positivo a posse, nesta quinta-feira (10), de Luiz Fux na presidência da Corte, em substituição a Dias Toffoli.

Basta uma breve comparação dos currículos de ambos para ver que não é uma troca de seis por meia-dúzia.

Sai o advogado que chegou ao STF graças tão somente aos relevantes serviços prestados durante décadas à CUT e ao PT, incluindo a notória atuação em três campanhas presidenciais de Lula; entra o advogado que chegou ao STF pelas credenciais de ter exercido a função de juiz de direito aprovado em primeiro lugar no concurso para a magistratura no estado do Rio de Janeiro e de ter ocupado com brilho e integridade uma cadeira no Superior Tribunal de Justiça.

Sai um ministro adepto do ativismo político e sempre a postos para suspender investigações que se aproximavam perigosamente de gente importante; entra um ministro contrário à politização do judiciário e que já deu provas de que está comprometido com o combate à corrupção e à impunidade.

Enfim, considerando alguns dos poderes exclusivos atribuídos ao presidente da Corte, entre os quais, principalmente, a prerrogativa de organizar a pauta de julgamentos, dando maior ou menor prioridade à tramitação de determinados processos, podemos alimentar a esperança de que, com Fux no comando, o STF nos próximos dois anos venha a fazer mais justiça e envergonhar menos o país.

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