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Uma luta inglória?

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Alguns pontos da carta que o deputado federal Ney Leprevost divulgou no último fim de semana para anunciar sua desistência de concorrer à prefeitura de Curitiba mostram os imensos e atípicos desafios que se apresentam para quem pretende enfrentar as próximas eleições municipais.

Qualificando a disputa deste ano como “pouco democrática”, Ney ressalta que, em razão da Covid-19, “é impossível prever o percentual de eleitores que irão às urnas. Certamente não acontecerão reuniões públicas, caminhadas nos bairros, visitas às casas das pessoas e muito menos jantares por adesão. Não será sequer possível um aperto de mãos entre o eleitor e seu candidato para selarem, olhos nos olhos, a sua aliança”.

Mais adiante, ele sublinha que “essa campanha majoritária curta, restritiva e focada só em redes sociais, favorece apenas os que têm grande poder econômico para patrocinar gigantescos impulsionamentos nas mídias digitais”.

De fato, diante das regras determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para evitar a propagação da doença, depois de ouvir as recomendações das autoridades sanitárias, o pleito vai envolver enormes dificuldades para todos os participantes, mas de um modo especialmente mais dramático para os estreantes ou aqueles menos conhecidos da população, com potencial de votos ainda ser comprovado e com menor capacidade de arrecadação de recursos.

Em resumo, é um cenário sob medida para favorecer dois grupos de políticos: os que estão no poder e vão buscar a reeleição e os nomes já com longa trajetória e extensa visibilidade na vida pública.

Fora dessas possibilidades, qualquer outro resultado poderá ser considerado como zebra pura.

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