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Pandemia antecipou ciclo de compra ou troca de imóveis

Motivo foi o isolamento social, que transformou a relação das pessoas com o lar, diz presidente da Ademi-PR....

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Por CGN 2

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A crise gerada pela pandemia do novo coronavírus transformou a relação das pessoas com suas habitações, acelerando a decisão de troca ou compra de imóveis. A mudança ajudou a manter o mercado aquecido. As informações são do presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), Leonardo Pisseti, em entrevista ao programa Assembleia Entrevista, da TV Assembleia que vai ao ar nesta quinta-feira (03). “Quem procura imóvel está antecipando seu ciclo de compra. Antes a procura era de 24 meses. Isso caiu para um tempo que vai entre seis e 12 meses”, explicou.

De acordo com Pisseti, a diminuição do tempo de tomada de decisões teve a influência profunda da pandemia. “É importante ressaltar que a pandemia acelerou os processos, principalmente de relacionamentos. No início da pandemia, a habitação era o lugar onde as pessoas estavam encontrando segurança”.

Isso fez com que se passasse a dar mais importância ao lar. “Antes da pandemia, as pessoas falavam que não paravam em casa, que a casa era apenas um lugar para dormir. Esse panorama mudou muito rapidamente. Os ambientes que eram de convívio rápido passaram a ser o local do home office, de estudo dos filhos e de atividades residenciais que não eram vivenciadas antes”, disse. Este novo olhar levou as pessoas a reavaliarem suas habitações, comentou o especialista.

Segundo ele, a negociação de imóveis residenciais está sendo favorecida devido à nova avaliação das pessoas sobre suas necessidades. “Hoje as pessoas passaram a dar mais valor a uma sacada, uma área de lazer, um quarto com vista. O resultado foi recorde de vendas em alguns segmentos, como Minha Casa, Minha Vida. A venda de imóveis prontos também cresceu, assim como de apartamentos maiores”, revelou.

Segundo presidente da Ademi-PR, o acesso ao crédito imobiliário também ajudou na manutenção do mercado aquecido. “Nunca tivemos uma taxa de juros tão baixa, em torno de 2%. Isso resulta em crédito. Cada ponto percentual que cai a taxa de juros, abre-se o crédito para cerca de um milhão de famílias no País aptas a adquirir um imóvel. Em Curitiba, são 100 mil famílias elegíveis ao crédito”, ressaltou.

Pisseti comentou ainda que, no início da pandemia, o setor não esperava um cenário tão favorável. “Todos os setores foram afetados. Os prestadores de serviço muito mais. Nosso público consumidor vai diminuir. Sabemos que o número de quem vai conseguir manter a renda para aquisição de imóveis vai cair. Vai depender muito dos governos para dar novo ânimo para que os empresários voltem a investir”, disse.

Segundo ele, o setor também vai ter de se adaptar para fazer com que as vendas continuem. “Vamos ter de criar dentro das pessoas essas vontades de mudanças de hábitos e habitações. Mas as perspectivas são favoráveis. Ninguém esperava essa manutenção do mercado. A construção civil não ter parado é um grande mérito, inclusive na manutenção de empregos”, encerra.

A íntegra do programa com o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná, Leonardo Pisseti, pode ser assistido pela TV Assembleia, através da Claro/Net canal 16 e 20.2 em canal aberto e também no canal do Youtube nesta quinta-feira (03), logo após a transmissão da sessão do Tribunal de Contas, que tem início às 14 horas.

As informações são da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná.

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