CONECTE-SE CONOSCO

Cascavel

O pessoal não se ajuda – por Caio Gottlieb

Publicado

em

Inevitavelmente, o bizarro episódio de furto envolvendo dias atrás um ex-integrante de governo do PT acabou associado ao histórico de delitos praticados por membros da sigla e tratado pelos implacáveis gozadores de plantão como uma simples “crise de abstinência”.

Ou seja, verdadeira piada pronta.

Ex-ministro interino do Desenvolvimento na presidência de Dilma Roussef, o advogado Fernando de Magalhães Furlan, hoje empregado no STF com salário de pouco mais de 26 mil reais, foi flagrado por câmeras de segurança furtando dois cones que serviam para isolar uma área ao lado de um prédio em Brasília.

Denunciado à polícia pela administração do edifício, ele alegou que estava ensinando a filha a dirigir e pegou os cones “emprestados” para que ela treinasse baliza, afirmando que não tinha a intenção de se apropriar dos objetos e que iria devolvê-los em seguida – como, de fato, devolveu.

Furlan praticou um ato que a doutrina e a jurisprudência denominam de “furto de uso”, que ocorre quando alguém subtrai uma coisa móvel para utilização momentânea, com a intenção real de devolvê-la.

Nessa situação, o furto não deixa de ser crime, mas não é considerado um ilícito passível de punição.

Enfim, coisas do direito e da justiça.

Resta, para encerrar o caso, a pergunta que não quer calar: já que pretendia devolvê-los, ele não podia ter pedido os ditos cones emprestados em vez de surrupiá-los?

(Leia e compartilhe outras postagens acessando o site: caiogottlieb.jor.br)


Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação - Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.

Participe do nosso grupo no whatsapp

Publicidade

Copyright 2020 CGN ® Todos os direitos reservados