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Tite confirma 5 mudanças na seleção e reafirma pressão por vitória sobre a Coreia

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Sem adotar o mesmo mistério que utilizou para esconder a formação do time que foi derrotado pela Argentina por 1 a 0 em amistoso na última sexta-feira, em Riad, na Arábia Saudita, o técnico abriu o último treino da seleção brasileira para enfrentar a Coreia do Sul e confirmou que fará cinco mudanças na escalação da equipe para o amistoso desta terça, às 10h30 (de Brasília), em Abu Dabi, nos Emirados Árabes.

O lateral Alex Sandro, fora por lesão muscular, o zagueiro Thiago Silva, o volante Casemiro e os atacantes Willian e Roberto Firmino sairão do time titular, enquanto Renan Lodi, Marquinhos, Fabinho, Philippe Coutinho e Richarlison entrarão como substitutos.

Uma das novidades da escalação, Marquinhos, do Paris Saint-Germain, foi confirmado, inclusive, como capitão do Brasil para este amistoso com os sul-coreanos. E o comandante admitiu nesta segunda-feira, em entrevista coletiva, que o fato de ter de encarar a Argentina com Messi, que acabou sendo o autor do gol da vitória sobre os brasileiros na semana passada, foi o principal motivo para ele ter feito mistério em relação ao time para o último confronto.

“A Argentina tem um jogador diferenciado e tem todo um processo de marcação, se vocês (jornalistas) observassem (os treinos) iam retratar como (a seleção) ia marcar o Messi, para qual lado ia tocar mais… Esse (treinamento desta segunda-feira) foi um trabalho mais posicional, dou bastante oportunidade de observação para vocês, assim deixo de tomar pau”, afirmou Tite, dando risada em seguida, ao justificar com bom humor a estratégia diferente adotada na véspera do duelo com a Coreia.

Caso confirme o time titular treinado nesta segunda-feira, o treinador mandará o Brasil a campo com Alisson; Danilo, Marquinhos, Militão e Renan Lodi; Fabinho, Arthur e Lucas Paquetá; Gabriel Jesus, Philippe Coutinho e Richarlison.

PRESSÃO – Assim como já havia dito após a derrota para a Argentina, Tite reafirmou a pressão pela conquista de uma vitória, que recai principalmente sobre ele, que amarga um jejum de cinco partidas à frente da seleção. Essa má fase começou após a conquista do título da Copa América, no Brasil. Depois do torneio, a equipe nacional acumulou empates com Colômbia (por 2 a 2), Senegal e Nigéria (ambos por 1 a 1), assim como foi derrotada pelo Peru e pela Argentina (em ambas ocasiões por 1 a 0).

“É, tem necessidade sim do resultado, mas também compreensão de etapas”, afirmou o comandante, para depois justificar as mudanças na escalação e dizer que está pronto para suportar a cobrança que vem sofrendo devido aos resultados ruins. “Futebol é prática, esse é o momento que nos permite (fazer modificações na equipe), por mais duro que seja, mais difícil que seja, mas o técnico tem que ter o discernimento de aguentar as pressões e, por sua maturidade, dar confiança para os jogadores produzirem. Todos estão pressionados, mas sabem da responsabilidade que têm”, completou.

O comandante, entretanto, negou viver um sentimento de angústia que o faça perder a serenidade na luta para comandar a seleção e reencontrar o caminho das vitórias. “Desesperado não estou. Sou um cara muito feliz e realizado. Sei das pressões, mas não tem desespero, isso não faz parte do meu perfil. Sou um cara bem resolvido em relação a isso. Tem a busca de fazer um grande jogo, fazer um grande espetáculo, que a gente ganhe e jogue muito. Que a Coreia jogue muito, mas a gente saia vencedor”, projetou.

Já ao comentar o fato de que alguns jogadores da seleção afirmaram que dedicariam uma vitória nesta terça-feira a ele, o treinador respondeu: “Me sinto contente, feliz, mais do que um afago para mim é para todo o trabalho desenvolvido. Fundamentalmente, eles sabem que devem fazer por si. É por ele, pela família deles e também pelo nosso trabalho. Volto a dizer: sei muito bem onde estou e que etapa de construção precisam ser feitas. Meu histórico me credencia, preciso passar para eles. Isso não é cercear críticas, é de absorver. Eu preciso saber entender e passar a eles tranquilidade. Num momento de pressão precisa do técnico, e agora o técnico está aí, para ‘oportunizar’ também”.


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