
Moradora registra cobras no Parque Vitória
Ela resolveu divulgar as imagens para alertar principalmente quem costuma andar com cães soltos no local...
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Por Mariana Lioto
Uma internauta que diariamente faz caminhada no Parque Vitória registrou duas cobras perto da pista de caminhada, na manhã deste domingo.
Aparentemente elas são da espécie coral e estavam perto do campo de futebol.
Maura Berti resolveu divulgar as imagens para alertar principalmente quem costuma andar com cães soltos no local.
Atualização
A bióloga Stefania Biolo procurou a CGN relatando que aparentemente são duas corais verdadeiras, da família Elapidae e neste vídeo elas estão acasalando.
Ela comenta que as corais verdadeiras são extremamente peçonhentas, com veneno neurotóxico, pode levar à parada cardiorrespiratória e óbito, se a vítima que for picada não for socorrida em poucas horas. Essa serpente não dá botes, como a cascavel, mas quanto mais perto a vítima estiver dela, maior é o risco de levar uma mordida. A mordida ocorre quando se pisa nela ou na tentativa de manipulá-la. Por isso, deve se evitar ao máximo a proximidade, principalmente quando as corais verdadeiras estiverem em reprodução, cuidando de ninhos ou com fome, pois este risco é bem maior.
“Em caso de acidente, a vítima deve manter a calma, somente lavar o local com água e sabão, não realizar nenhum outro procedimento como garrote ou cortes, não ingerir nenhum líquido como álcool e procurar imediatamente um serviço de saúde – aqui em Cascavel, o soro antielapídico contra o veneno das cobras corais, bem como outros antivenenos, estão disponíveis no Hospital Universitário. Constitui crime ambiental matar serpentes e outros animais silvestres. Por isso, o que se orienta é chamar os bombeiros ou acionar a Secretaria do Meio Ambiente, ou ainda a Vigilância Ambiental, caso ocorra o encontro com estes animais em ambiente residencial, para que sejam recolhidas por profissionais capacitados e soltas posteriormente em ambiente de mata. Em outros ambientes urbanos, deve-se tomar todo o cuidado para evitar a proximidade, e o alerta à população com os cuidados deve ser amplamente realizado”, comenta.
A maioria das corais falsa apresentam a “barriga” sem continuação do contorno dos anéis de cores observado na parte dorsal da serpente. Mas não é regra, e o melhor a se fazer é sempre respeitar o padrão de cores de “alerta” e se manter afastado.
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