CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Guedes: Presidente tem decidido na direção da responsabilidade fiscal

Guedes sustentou que, ao mesmo tempo em que sabe da necessidade de levar adiante obras necessárias, o presidente é comprometido com a austeridade fiscal. Ele afirmou...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O ministro da Economia, Paulo Guedes, fez nesta sexta-feira, 28, um discurso em que destacou a importância da responsabilidade fiscal para a retomada do crescimento. Também procurou transmitir a mensagem de que sua agenda conta com o apoio do presidente Jair Bolsonaro.

Guedes sustentou que, ao mesmo tempo em que sabe da necessidade de levar adiante obras necessárias, o presidente é comprometido com a austeridade fiscal. Ele afirmou ainda que são normais os embates entre ministros que querem fazer mais gastos e ministros fiscalistas, mas, no fim, as decisões de Bolsonaro têm sido no sentido da responsabilidade com as contas públicas e de só realizar investimentos dentro das regras fiscais.

“Estamos lutando para manter um horizonte de previsibilidade. Está claro que se os gastos foram elevados num ano, a responsabilidade fiscal exige que, passada a crise da saúde, temos que voltar a gastos normais”, assinalou Guedes ao participar de conferência virtual do Instituto Aço Brasil.

O ministro aproveitou ainda para rebater os ataques à sua ideia de criar um imposto sobre transações eletrônicas, que o governo tenta desvincular da antiga CPMF.

“A ideia de que queremos aumentar imposto, criar imposto novo para políticas populistas é equívoco, é fake news, é guerra política”, comentou Guedes, ao frisar que o propósito do governo é ampliar a base tributária para desonerar a folha de pagamento.

Teto

O ministro disse que o teto de gastos será mantido enquanto for necessário, mas que não vê essa dispensa “por enquanto”. Guedes disse que o Brasil está em uma trajetória de recuperação econômica em ‘V’, “como esperávamos”. Para Guedes, o País conseguiu manter os “sinais vitais” da economia durante o auge da pandemia e agora eles estão sendo “reativados”.

Guedes afirmou que o Brasil vai retomar o caminho das reformas, mas reconheceu que quem dá o ritmo é a política. O ministro disse ainda que o presidente Jair Bolsonaro é favorável a manter uma agenda de estímulo da economia, mas mantendo a responsabilidade fiscal.

“O presidente dá todo apoio às reformas”, disse. “O Congresso é reformista, avança conosco. Aprovamos o marco do saneamento e agora vem gás natural”, acrescentou.

Segundo ele, a proposta do novo marco do gás natural deve ser votada na próxima semana pela Câmara. Guedes citou ainda os marcos do setor elétrico e da cabotagem entre os que devem ser aprovados em breve pelo Legislativo. “O horizonte de investimentos será destravado”, afirmou.

Guedes disse ainda que a reforma tributária já está na comissão mista do Congresso e que o pacto federativo está no Senado. Sobre a reforma administrativa, ele afirmou que Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estão próximos de um acordo. “O presidente disse que estamos praticamente prontos para avançar”, afirmou.

Sobre os impactos da covid-19 na economia, o ministro disse que o País está “furando a primeira onda, atravessando para o lado de lá”. “Praticamente acabou a conversa de falta de respiradores e máscaras”, afirmou.

Guedes avaliou que o Brasil não sofreu efeitos tão fortes de um choque externo, como estimava o Fundo Monetário Internacional (FMI). “O agronegócio foi decisivo, mantiveram as exportações e as prateleiras cheias”, disse.

O ministro disse que as exportações estão sendo mantidas, devido ao câmbio favorável, e que elas caíram para Argentina, Estados Unidos e Europa, mas aumentaram para Ásia e China.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN