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Preços de carros usados desaceleram para alta de 0,15% em outubro, mostra IBV Auto

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Com isso, o indicador acumula valorização de 4,02% em 2026, abaixo dos 4,42% registrados no mesmo intervalo de 2025.

Por Agência Estado

Após alta de 0,30% em setembro, os valores de carros leves usados voltaram a desacelerar em outubro no Brasil. O IBV Auto, índice do banco BV que acompanha a evolução desses preços no País, registrou variação positiva de 0,15% – metade do resultado observado no período anterior.

Com isso, o indicador acumula valorização de 4,02% em 2026, abaixo dos 4,42% registrados no mesmo intervalo de 2025. No recorte de 12 meses, a variação desacelerou para 4,91%, ante 5,12% até setembro, sinalizando arrefecimento gradual da inflação de usados.

Segundo o economista-chefe do banco BV, Roberto Padovani, a moderação combina fatores econômicos e setoriais. Ele cita o ritmo mais fraco da atividade e a maior concorrência dos veículos novos, mas ressalta que o ajuste não é homogêneo: modelos populares mais antigos ainda sustentam parte da alta, enquanto veículos de maior valor sofrem pressão competitiva.

Entre os modelos que pesaram negativamente no resultado de outubro estão Toyota Corolla (-1,33%), Jeep Renegade (-1,74%) e Chevrolet Tracker (-2,01%). Na outra ponta, Ford Fiesta (+4,83%), Fiat Uno (+3,37%) e Volkswagen Fox (+2,92%) contribuíram para limitar a desaceleração do índice.

Região

O Norte do País foi onde o IBV Auto apresentou a maior alta – de 0,54% -, enquanto o Sul, a menor variação (-0,33%). Entre as 27 unidades da Federação 19 registraram aumento nos preços dos veículos usados em outubro. Mato Grosso liderou os avanços, com +1,09%, e Minas Gerais anotou a maior retração, de -0,82%.

Na variação em 12 meses, as maiores altas foram observadas no Rio de Janeiro (+6,24%), Alagoas (+6,12%) e Sergipe (+5,98%). As menores ficaram com Espírito Santo (+2,89%), São Paulo (+2,91%) e Pará (+3,09%).

Para Jamil Ganan, vice-presidente de Varejo do banco BV, a composição das negociações em cada região ajuda a explicar a dispersão dos resultados, e a expectativa é de acomodação até o fim do ano, com comportamento distinto por modelo e segmento.

No recorte por tecnologia, o banco destaca que os elétricos seguem com a maior perda de valor de revenda. Entre modelos ano 2023, a desvalorização acumulada até outubro de 2026 chegou a 47,24%, ante 29,12% nos híbridos e 23,34% em veículos a combustão comparáveis. Apesar de os elétricos liderarem as perdas, o BV observa piora recente também entre híbridos e modelos a combustão.

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