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Falso padre condenado por estelionato é encontrado morto dentro de apartamento

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O caso foi registrado como morte suspeita no 2º Distrito Policial, no Bom Retiro.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Diego Cavalcante

Atualizado em

A morte de um homem de 65 anos, conhecido por se passar por padre e condenado por estelionato, está sendo investigada pela Polícia Civil em São Paulo. Marcos Rodrigues Fontana foi encontrado morto na manhã de quinta-feira (5), dentro do apartamento onde morava, na Alameda Barão de Limeira, no bairro Campos Elíseos, região central da capital paulista.

O caso foi registrado como morte suspeita no 2º Distrito Policial, no Bom Retiro. Até o momento, não havia confirmação sobre a causa da morte.

De acordo com as informações divulgadas pelo Metrópoles, Marcos havia procurado a polícia dias antes para relatar ameaças. Ele teria se envolvido em uma discussão com um homem que, durante o desentendimento, fez ameaças de agressão.

O companheiro da vítima relatou aos policiais que Marcos enfrentava problemas de saúde, incluindo hérnia abdominal e hipertensão. Ele também teria apresentado episódios de convulsão. O homem havia recebido alta da Santa Casa na segunda-feira (2), após permanecer internado por 25 dias.

Marcos Rodrigues Fontana ficou conhecido por se apresentar como sacerdote da Igreja Católica, embora nunca tivesse sido ordenado padre. Em 2009, ele foi condenado por estelionato após cobrar por celebrações religiosas, incluindo missas em velórios e cerimônias de sétimo dia.

Na época, utilizava roupas religiosas e distribuía panfletos oferecendo os serviços. Conforme as investigações, chegou a cobrar R$ 450 por uma missa de sétimo dia. A Justiça o condenou a um ano, 11 meses e 10 dias de reclusão, com substituição da pena por medidas alternativas.

O nome dele voltou a aparecer em reportagens em abril de 2026, após novas denúncias. Marcos teria conquistado a confiança de uma família durante mais de dez anos, apresentando-se como responsável por um orfanato e solicitando doações para crianças em situação de vulnerabilidade. Posteriormente, segundo os relatos, teria admitido que a instituição não existia.

A morte permanece sob investigação, e as circunstâncias que levaram ao óbito ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades.

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