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Eles deixam o serviço ativo, mas não a formação militar: conheça a trajetória dos oficiais R/2

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Celebrada em 4 de novembro, a data homenageia os oficiais da reserva do Exército; muitos retornam às profissões civis e levam para o trabalho conhecimentos de liderança, organização e disciplina adquiridos na caserna.
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Foto: Centro de Comunicação Social do Exército

Por Redação

Deixar o serviço ativo não significa abandonar tudo o que foi aprendido no quartel. Celebrado em 4 de novembro, o Dia do Oficial da Reserva (R/2) homenageia militares que passaram pela formação do Exército e depois seguiram suas trajetórias profissionais na sociedade civil.

Da farda para outras profissões

Depois do período de serviço militar, muitos oficiais retomam suas carreiras ou investem em novas atividades. Há quem siga como professor, instrutor, empresário, servidor público ou profissional liberal. Conhecimentos como liderança, planejamento, organização e trabalho em equipe acabam sendo aproveitados em diferentes áreas. Alguns trocam a ordem unida pela sala de aula. Outros descobrem que administrar uma empresa também exige bastante comando.

A origem da data

O 4 de novembro foi escolhido em homenagem ao nascimento do tenente-coronel Luiz de Araújo Correia Lima, em 1891. Ele idealizou a formação dos oficiais da reserva e participou da criação do primeiro Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR), em 1927, no Rio de Janeiro.

Uma reserva que também fez história

Segundo o Conselho Nacional de Oficiais da Reserva, mais de 120 mil oficiais já foram formados pelos CPORs e Núcleos de Preparação de Oficiais da Reserva (NPORs). Durante a Segunda Guerra Mundial, 433 dos 1.070 tenentes que integraram a Força Expedicionária Brasileira eram oficiais R/2.

O oficial da reserva não é simplesmente um militar aposentado. Ele retorna à vida civil, mas permanece sujeito às regras de disponibilidade e eventual convocação previstas na legislação militar.

Afinal, a farda pode deixar de fazer parte da rotina, mas disciplina, liderança e pontualidade são características que muitos continuam carregando. E, para quem passou pelo quartel, chegar atrasado talvez continue sendo uma missão difícil de justificar.

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