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Estudantes de Medicina são expulsos após denúncias de preconceito e ataques a bolsistas em Maringá

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De acordo com a universidade, a sindicância foi finalizada no dia 30 de outubro.
Imagem referente a Estudantes de Medicina são expulsos após denúncias de preconceito e ataques a bolsistas em Maringá
Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

Atualizado em

A UniCesumar aplicou desligamentos, suspensões e advertências a estudantes do curso de Medicina em Maringá, após concluir uma sindicância interna sobre mensagens com conteúdo xenofóbico, elitista e de apologia ao nazismo que teriam circulado em um grupo de WhatsApp. O resultado da investigação foi divulgado nesta sexta-feira (30).

De acordo com a universidade, a sindicância foi finalizada no dia 30 de outubro. A comissão responsável recomendou medidas disciplinares proporcionais à gravidade de cada conduta apurada, que foram aprovadas pela Reitoria. Entre as punições estão o desligamento do quadro discente, além de suspensões e advertências.

A instituição reforçou seu compromisso com a ética, a responsabilidade e o respeito à vida, repudiando qualquer forma de discriminação ou preconceito. O Núcleo de Apoio ao Estudante de Medicina (NAEME) segue disponível para acolhimento e orientação aos alunos, por meio dos telefones (44) 99122-3957 e (44) 3027-6360, ramal 2870.

O caso ganhou repercussão após denúncias de que mensagens ofensivas teriam sido compartilhadas em um grupo de WhatsApp, com ataques a estudantes bolsistas do curso de Medicina. Segundo relatos, os conteúdos incluíam comentários depreciativos sobre a condição socioeconômica, a origem regional dos alunos e o ingresso por meio de bolsas de estudo, além do compartilhamento de figurinhas e GIFs com referências ao nazismo.

A universidade esclareceu que o grupo de WhatsApp não possui vínculo institucional e não é um canal oficial da UniCesumar, sendo acessado por convite dos próprios participantes. Conforme a instituição, é possível identificar apenas os integrantes que fazem parte do corpo discente, e os dados dos estudantes não serão divulgados por questões legais e éticas.

O caso também foi levado ao Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR), que confirmou o recebimento de uma representação sobre o episódio, atualmente em fase de análise.

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) e entidades estudantis se manifestaram publicamente com notas de repúdio às atitudes denunciadas. O CRM-PR destacou que comportamentos discriminatórios são incompatíveis com os princípios éticos da formação médica e informou que acompanha os desdobramentos do caso. Já as entidades representativas dos estudantes de Medicina comunicaram o desligamento imediato dos envolvidos de seus quadros.

A UniCesumar mantém aberta a possibilidade de acolhimento e suporte a todos os alunos afetados.

As informações são do GMC Online.

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