Várias equipes são mobilizadas para resgatar 21 vítimas em simulado de colisão entre ônibus e caminhão
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Por Fábio Wronski
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Na manhã desta sexta-feira (30), equipes de emergência realizaram um simulado de acidente envolvendo múltiplas vítimas e produto perigoso no trecho desativado da PR-180, próximo à BR-277, em Cascavel. O exercício simulou uma colisão entre um ônibus de passageiros e uma carreta-tanque carregada com óleo diesel, resultando em 21 vítimas simuladas.
A atividade mobilizou profissionais da Concessionária EPR Iguaçu, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e do Corpo de Bombeiros. Também participaram a transportadora Pra Frente Brasil, que forneceu o caminhão utilizado no exercício; o Centro FAG, com estudantes atuando como vítimas simuladas; e a Cetric, responsável pelo apoio na avaliação dos impactos ambientais e na definição de medidas de mitigação. Para garantir a segurança, o vazamento foi representado por água, sem a utilização de óleo diesel real.
O simulado não foi previamente divulgado à população, com o objetivo de garantir o máximo de realismo à operação. Caminhões de combate a incêndio, ambulâncias e outros equipamentos de resgate foram mobilizados para a ação.
O cenário de resgate das 21 vítimas reproduziu situações já enfrentadas em acidentes reais no Paraná, permitindo que as equipes treinassem procedimentos de emergência, comunicação e atuação conjunta. Segundo os organizadores, a iniciativa visa fortalecer a segurança viária e aprimorar a resposta rápida e coordenada em ocorrências reais, priorizando o atendimento às vítimas e a segurança de todos os envolvidos.
O tenente Lucas Delai, do Corpo de Bombeiros, destacou a importância do treinamento: “Além de treinar as equipes que atendem a ocorrência, fazemos uma grande conscientização e priorizamos o envolvimento dos órgãos. Essa ação conjunta, esse trabalho em equipe, precisa ser constantemente aprimorado”, afirmou.
O policial rodoviário federal Cleber Furquim também ressaltou a relevância do simulado: “Para que servem esses simulados? Para testar os protocolos de atendimento a esse tipo de ocorrência. Uma situação como essa envolve diversas entidades para o atendimento e o restabelecimento do fluxo na rodovia, desde o salvamento das vítimas até a contenção do produto perigoso e a manipulação dos veículos após o acidente”, explicou.
O simulado não trouxe prejuízo à estrutura de resgate a vítimas em Cascavel e ocorreu em um espaço controlado, onde não há movimentação de pessoas ou veículos.