Baleada em perseguição com caminhão carregado de maconha fica paraplégica e segue internada em Cascavel
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Por Luiz Haab
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A perseguição policial que atravessou ruas e avenidas de Cascavel em 15 de outubro deixou uma consequência grave para a jovem de 26 anos que estava no caminhão: atingida por três disparos no dorso, ela ficou paraplégica e permanece internada no Hospital Universitário do Oeste do Paraná. A informação foi confirmada pela assessoria do HU. Duas semanas depois da ocorrência, a mulher segue hospitalizada, sem escolta policial. O homem que conduzia o veículo e também foi baleado foi liberado.
O quadro da jovem acrescenta um novo capítulo ao caso que mobilizou diferentes forças de segurança, deixou veículos danificados e terminou com a apreensão de aproximadamente 1.300 quilos de maconha. Desde o atendimento inicial, quando foi socorrida em estado grave, ela permanece sob cuidados hospitalares.
Não foram disponibilizados, nas informações reunidas para esta atualização, detalhes sobre o prognóstico, a previsão de alta ou as circunstâncias clínicas que levaram à paraplegia.
Sem escolta e com situação jurídica a esclarecer
A permanência da jovem no hospital sem acompanhamento policial e a liberação do motorista deixam questões que precisam ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pelo caso.
As informações disponíveis não detalham a situação jurídica dos dois ocupantes do caminhão, nem os fundamentos da liberação do homem. Também não esclarecem se houve escolta da mulher anteriormente ou eventual determinação para sua retirada. A ausência de policiais no hospital, por si só, não permite concluir se ela responde ao procedimento em liberdade ou se houve outra decisão.
Outro ponto central é a individualização das condutas: a presença da jovem no caminhão não esclarece, isoladamente, qual teria sido sua participação no transporte da droga. Essa definição depende dos elementos reunidos na investigação.
Fuga atravessou áreas movimentadas e terminou em tiros
Na cobertura publicada em 15 de outubro, a tentativa inicial de abordagem foi atribuída a equipes da Polícia Federal e do Batalhão de Polícia de Fronteira, na BR-277, nas proximidades do aeroporto. O motorista não parou e seguiu em direção à área urbana de Cascavel.
Durante a fuga, o caminhão atingiu veículos em diferentes pontos da cidade, incluindo carros parados em semáforos. Uma criança de sete anos sofreu ferimentos leves em uma das colisões.
A perseguição terminou na BR-277, perto da Ferroeste. O caminhão saiu da pista e ficou imobilizado. O motorista foi atingido na perna, enquanto a passageira sofreu três ferimentos por arma de fogo no dorso. Um cachorro que estava no veículo também foi baleado e morreu.
Circunstâncias dos disparos precisam ser esclarecidas
O caso foi encaminhado à Polícia Federal em Cascavel. A reconstrução da ocorrência é fundamental para esclarecer a sequência das abordagens, as circunstâncias dos disparos e as responsabilidades de cada envolvido.
As informações apresentadas nesta atualização não identificam de quais armas partiram os tiros que atingiram a jovem, nem em que momento do trajeto ela foi ferida.
Enquanto essas questões permanecem sem esclarecimento nas informações disponíveis, a passageira continua internada, agora diante das consequências da paraplegia.