Ministério Público investiga vereadora de Nova Santa Rosa por fala xenofóbica
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Por Fábio Wronski
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O Ministério Público do Paraná requisitou nesta terça-feira (27) a instauração de inquérito policial para apurar as declarações da vereadora Salete Kronbauer (PP), de Nova Santa Rosa, no Oeste do Estado, após ela afirmar em plenário que “não queria mais ver nordestinos e baianos” no município. O pedido foi feito pela 2ª Promotoria de Justiça de Marechal Cândido Rondon, responsável pela comarca da região.
Ao tomar conhecimento dos fatos nesta terça-feira, 27 de outubro, o Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Marechal Cândido Rondon (sede da comarca da qual faz parte o município de Nova Santa Rosa), requisitou à autoridade policial a instauração imediata de Inquérito Policial para apuração dos fatos e posterior adoção de eventuais medidas cabíveis.
O caso ganhou repercussão após a imprensa divulgar, na manhã de terça-feira, reportagem sobre o discurso realizado por Salete durante a sessão da Câmara Municipal na segunda-feira (26). Na ocasião, a parlamentar criticou eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e relacionou o resultado das eleições ao recebimento de benefícios sociais.
Durante a fala, Salete afirmou: “Eu não quero mais ver um nordestino, um baiano, vindo aqui na nossa cidade”. Em outro trecho, sugeriu uma divisão territorial do país: “Nós, ordeiros trabalhadores aqui, vamos ter que sustentar aqueles municípios, aqueles estados. E eu estou quase concordando. Gente, deveríamos nos unir e fazer a divisão desses países”.
Após a repercussão negativa, a vereadora encaminhou uma “Nota Pública de Esclarecimento e Retratação”, em que reconhece o erro e pede desculpas. No documento, Salete manifesta “sincero arrependimento” e admite que suas palavras foram “inadequadas e incompatíveis com os princípios de respeito e igualdade”. Ela também afirma que continuará trabalhando em benefício de toda a população, “sem distinção de origem, região, condição social ou convicção política”.
O Ministério Público informou, em nota, que adotou providências imediatas para investigação dos fatos e eventual responsabilização da vereadora, caso sejam confirmadas condutas ilícitas. O inquérito será conduzido pela Polícia Civil, que deverá ouvir envolvidos e analisar o teor das declarações.