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PF faz operação em Cascavel e Foz e investiga esquema de eletrônicos ilegais com participação de PMs

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Policiais federais de Cascavel, Foz do Iguaçu e Guaíra cumprem ao todo 11 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares patrimoniais e outras diligências para aprofundar as investigações.
Imagem referente a PF faz operação em Cascavel e Foz e investiga esquema de eletrônicos ilegais com participação de PMs
Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), em Foz do Iguaçu, a segunda fase da Operação Resgate Ilícito. A ação mira uma organização criminosa suspeita de transportar e comercializar produtos eletrônicos introduzidos irregularmente no Brasil, além de investigar possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

Policiais federais de Cascavel, Foz do Iguaçu e Guaíra cumprem ao todo 11 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares patrimoniais e outras diligências para aprofundar as investigações. As ordens judiciais foram expedidas após o avanço das apurações iniciadas na primeira fase da operação, realizada em novembro de 2025.

Conforme a Polícia Federal, a investigação começou a partir de apreensões feitas entre 2024 e 2025, quando cargas avaliadas em cerca de R$ 20 milhões — compostas por smartphones sem documentação fiscal e cigarros eletrônicos proibidos no Brasil — foram interceptadas.

Durante o andamento do inquérito, surgiram indícios de que o grupo utilizava empresas e pessoas interpostas para ocultar patrimônio, além de movimentações financeiras incompatíveis com a renda dos investigados.

A análise do material apreendido na primeira etapa também apontou a possível participação de agentes públicos no esquema. Segundo a PF, dois dos investigados são policiais militares e tiveram mandados de busca cumpridos em suas residências, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Paraná.

O objetivo da nova fase é reunir mais provas, identificar todos os envolvidos, rastrear bens adquiridos com dinheiro ilícito e responsabilizar criminalmente os suspeitos.

O nome Operação Resgate Ilícito faz referência ao fato de que o grupo alegava estar recuperando cargas roubadas, mas, segundo as investigações, na verdade atuava para recuperar mercadorias contrabandeadas subtraídas por outros criminosos.

A Polícia Federal segue com as investigações e informa que os envolvidos responderão pelos crimes de contrabando, lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações das defesas dos investigados.

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