AVC: reconhecer os sintomas e agir rápido pode salvar vidas
Publicado em

Por Redação
Atualizado em
O cérebro nem sempre dá sinais fáceis de perceber quando algo grave está acontecendo. Um sorriso torto, palavras que saem embaralhadas ou a perda repentina de força em um braço podem indicar uma emergência. Reconhecer esses sinais rapidamente pode mudar o desfecho de uma vida. Nesta quinta-feira (29), o Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC) chama a atenção para a prevenção e a importância do atendimento imediato.
Segundo dados divulgados pela Biblioteca Virtual em Saúde, do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 20.461 mortes por AVC nos três primeiros meses de 2026. A doença ocorre quando um vaso sanguíneo que leva sangue ao cérebro é obstruído ou se rompe, comprometendo o fornecimento de oxigênio e podendo provocar danos permanentes.
Reconhecer os sintomas pode salvar vidas
Entre os principais sinais estão fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, boca torta, dificuldade para falar ou compreender, alterações repentinas na visão, perda de equilíbrio e dor de cabeça súbita e intensa. Os sintomas podem aparecer de repente. Diante de uma suspeita, a orientação é acionar o Samu pelo telefone 192 e informar, se possível, o horário em que os sinais começaram. Não se deve esperar para ver se a pessoa melhora.
Controlar a pressão arterial, acompanhar os níveis de glicose e colesterol, evitar o tabagismo, manter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física são medidas que ajudam a reduzir o risco. A hipertensão e algumas doenças cardíacas também merecem atenção, pois podem aumentar a probabilidade de um AVC.
Informação que precisa chegar a todos
Em 2026, ações de conscientização também foram organizadas em partidas do Campeonato Brasileiro pela Confederação Brasileira de Futebol e pela Rede Brasil AVC, levando informações sobre prevenção e sintomas ao público dos estádios.
Falar sobre AVC é lembrar que nem toda emergência começa com dor intensa ou um sinal evidente. Às vezes, a mudança parece pequena, mas o risco é grande. Saber identificar os sintomas e buscar socorro sem demora pode fazer a diferença entre a recuperação, a convivência com sequelas e a perda de uma vida.