Após júri de tripla tentativa de homicídio, advogado destaca absolvição em Cascavel
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Por Allan Machado
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Ao fim da sessão, um dos réus foi absolvido de todas as acusações, enquanto o outro foi condenado por uma das três tentativas de homicídio pelas quais respondia.
O caso ocorreu quando três pessoas estavam em uma BMW 320i, que foi atingida por disparos de arma de fogo. Conforme a acusação, os tiros teriam sido efetuados pelos ocupantes de um Citroën C4.
Na ocasião, o motorista da BMW, de 19 anos, sofreu ferimentos graves e precisou ser socorrido. Os outros dois ocupantes, também de 19 anos e de 28 anos, tiveram ferimentos leves.
Os dois acusados foram submetidos ao julgamento popular para responder pelas três tentativas de homicídio. O resultado, divulgado após o encerramento da sessão, teve desfechos diferentes para cada réu.
De acordo com o advogado de defesa Renan Pacheco Canto, Edmar de Carvalho foi absolvido das três acusações de tentativa de homicídio qualificada, que incluíam duas qualificadoras. Já Adriano de Carvalho foi condenado por uma das tentativas de homicídio, embora também respondesse por três acusações.
Após o julgamento, o advogado afirmou que o resultado representa mais uma absolvição obtida pela defesa em processos relacionados às acusações contra os clientes.
“Finalizado o julgamento pelo Tribunal do Júri, nós temos mais uma acusação desmontada, desnaturada. Esse já é o décimo primeiro processo, a décima primeira absolvição”, declarou Renan Pacheco Canto.
O defensor ressaltou que Edmar foi absolvido de todas as acusações apresentadas no julgamento. Em relação a Adriano, explicou que a defesa não solicitou a absolvição de todas as tentativas de homicídio, mas concentrou a discussão na retirada das outras duas acusações e na absolvição de Edmar.
“Edmar de Carvalho foi absolvido das três tentativas de homicídio qualificadas, com duas qualificadoras, e Adriano de Carvalho foi condenado em apenas uma tentativa de homicídio. Era acusado de três tentativas”, afirmou.
O advogado também explicou que a estratégia da defesa durante a sessão não envolveu um pedido de absolvição total para Adriano. Segundo ele, o objetivo era discutir as acusações restantes e buscar a absolvição de Edmar.
“É importante dizer que a defesa em nenhum momento pediu a absolvição de Adriano. A discussão na presente data era a absolvição das demais tentativas, a absolvição de Edmar de Carvalho, para que se colocasse um ponto final nessa acusação exacerbada, excessiva”, declarou.
Com a decisão do Tribunal do Júri, Adriano de Carvalho recebeu uma pena de dez anos de reclusão, conforme informou o advogado. A defesa anunciou que pretende recorrer da sentença para questionar exclusivamente o tamanho da pena aplicada.
“O juiz de direito aplicou a pena, dez anos de reclusão, e nós agora iremos recorrer para o tribunal para discutir exclusivamente a quantidade da pena aplicada”, concluiu Renan Pacheco Canto.