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PCPR conclui investigação de homicídio no Cajuru e indicia homem em Curitiba

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O crime ocorreu no dia 1º de outubro, quando a vítima foi chamada até o portão da residência e atingida por disparos de arma de fogo calibre 9 milímetros.
Imagem referente a PCPR conclui investigação de homicídio no Cajuru e indicia homem em Curitiba
Fábio Dias 2023

Por Diego Cavalcante

Atualizado em

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu a investigação sobre a morte de David Augusto Camargo, atingido por disparos de arma de fogo em frente à residência de sua família, no bairro Cajuru, em Curitiba. O inquérito foi finalizado nesta terça-feira (27), com o indiciamento de um homem pelo crime de homicídio qualificado.

O crime ocorreu no dia 1º de outubro, quando a vítima foi chamada até o portão da residência e atingida por disparos de arma de fogo calibre 9 milímetros. David foi socorrido e encaminhado ao Hospital do Trabalhador, mas morreu no dia 12 de outubro, em decorrência de complicações provocadas pelos ferimentos.

Conforme as investigações, o homicídio teria sido motivado por um desentendimento envolvendo uma dívida de um terceiro com a vítima. A situação teria provocado discussões e ameaças entre David e o investigado, que se conheciam desde a infância.

De acordo com o delegado da PCPR Ivo Viana, a investigação apontou que os dois homens trocaram mensagens antes do crime e combinaram um encontro em frente à residência da família da vítima.

O investigado compareceu à unidade policial acompanhado de um advogado e confessou ter efetuado os disparos. Em depoimento, alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que a vítima também estaria armada.

No entanto, os elementos reunidos durante a investigação não sustentaram essa versão. A análise das imagens de câmeras de segurança indicou que foram efetuados sete disparos, de forma fracionada e com intervalos. Testemunhas também relataram que a vítima continuou sendo atingida mesmo após cair ao chão.

“Além disso, o exame papiloscópico realizado no revólver calibre .38 apresentado pelo investigado como pertencente à vítima não identificou impressões digitais de David na arma”, explicou o delegado.

Durante a investigação, duas armas de fogo foram apreendidas e encaminhadas à Polícia Científica para exames periciais. O aparelho celular do investigado também foi apreendido e analisado, sendo identificadas mensagens nas quais ele confirmou a autoria dos disparos.

Com base nos elementos reunidos, a PCPR representou pela prisão do investigado, porém o pedido foi indeferido pela Justiça.

Ele foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido.

O inquérito policial foi concluído e encaminhado para análise do Poder Judiciário e do Ministério Público.

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