Acusados de tripla tentativa de homicídio em Cascavel enfrentam júri nesta terça-feira
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Por Isabella Chiaradia
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Nesta terça-feira (27) três dos quatro acusados de uma tripla tentativa de homicídio, ocorrida em abril de 2023 no bairro Cascavel Velho, serão julgados pelo Tribunal do Júri.
Apenas três serão julgados, pois o quarto indivíduo denunciado pelo Ministério Público foi impronunciado. Isso significa que o juiz entendeu que não havia provas suficientes para enviar o réu a julgamento popular.
No dia do crime, as vítimas estavam em uma BMW 320i. O veículo foi alvejado por disparos de arma de fogo que teriam sido realizados pelos acusados, que estavam a bordo de um Citröen C4.
Na BMW havia três pessoas. O motorista de 19 anos de idade foi socorrido em estado grave, enquanto os outros dois passageiros, um de 19 e o outro de 28 anos, sofreram ferimentos leves.
O que diz a defesa dos acusados?
O escritório do advogado Cláudio Dalledone Junior integra a equipe de defesa dos acusados.

Em entrevista, os advogados Claudio Dalledone Junior e Renan Pacheco Canto, criticaram a ausência das supostas vítimas no rol de testemunhas do Ministério Público e afirmaram que a defesa pretende esclarecer os fatos durante a sessão do Tribunal do Júri.
De acordo com os advogados, o Conselho de Sentença foi formado por cinco mulheres e dois homens. No momento da entrevista, a primeira testemunha era ouvida em plenário, enquanto a defesa realizava os questionamentos.
Um dos defensores afirmou que considera o julgamento importante para avaliar a maneira como as investigações foram conduzidas e como as informações foram apresentadas ao Ministério Público.
Defesa questiona ausência das vítimas
Um dos principais pontos levantados pelos advogados foi a ausência das supostas vítimas entre as testemunhas indicadas pelo Ministério Público para serem ouvidas em plenário. Segundo a defesa, coube aos próprios advogados solicitar a presença dos sobreviventes durante o julgamento.
O defensor classificou a situação como incomum em sua experiência profissional e sustentou que os depoimentos são importantes para esclarecer a autoria do crime.
Conforme declarou, as vítimas afastariam a participação dos acusados no episódio. Por esse motivo, a defesa considera fundamental que os sobreviventes sejam ouvidos diante dos jurados, para que as informações sejam avaliadas durante a sessão.
Os advogados também criticaram o que classificaram como uma acusação baseada em informações produzidas durante a investigação policial, incluindo relatos indiretos e denúncias anônimas. Para eles, a análise das provas e a oitiva das testemunhas são essenciais para que o Conselho de Sentença possa tomar uma decisão fundamentada.
Julgamento deve analisar provas e depoimentos
Durante a entrevista, os defensores afirmaram que pretendem garantir o direito de defesa e permitir que os fatos sejam esclarecidos perante os jurados. Eles também defenderam que uma eventual condenação seja resultado da análise das provas e dos depoimentos apresentados em plenário, e não de opiniões divulgadas previamente sobre o caso.
O advogado ressaltou a diferença entre uma acusação formal, que pode ser confrontada com circunstâncias específicas, e informações que, segundo ele, circulam sem possibilidade adequada de contestação.
A defesa afirmou ainda que espera que o Conselho de Sentença avalie o processo sem preconceitos ou influência de manifestações externas.