Brasil fica dividido: Lula vence em 13 estados e Flávio Bolsonaro em outros 13 e no DF
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Por Redação CGN
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O mapa eleitoral do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 revela um Brasil dividido entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Na apuração deste domingo (25), cada candidato aparece à frente em 13 dos 26 estados brasileiros. O candidato do PL também lidera no Distrito Federal, chegando a 14 das 27 unidades da Federação.
Os números constam no painel de apuração por estado acompanhado pela CGN e mostram diferenças importantes na distribuição geográfica dos votos.
Enquanto Lula concentra suas vitórias principalmente nas regiões Nordeste e Norte, Flávio Bolsonaro apresenta forte desempenho no Sul, Centro-Oeste e em parte do Sudeste.
A divisão territorial, entretanto, não significa empate na votação nacional. A eleição presidencial é definida pelo total de votos válidos recebidos em todo o Brasil, independentemente do número de estados vencidos.
Confira os 13 estados onde Lula venceu ou liderava
Conforme o painel de apuração, Lula aparece à frente nos seguintes estados:
- Alagoas — 60,77%;
- Amapá — 52,88%;
- Amazonas — 54,02%;
- Bahia — 71,31%;
- Ceará — 68,93%;
- Maranhão — 69,54%;
- Minas Gerais — 50,40%;
- Pará — 55,01%;
- Paraíba — 67,46%;
- Pernambuco — 69,21%;
- Piauí — 75,88%;
- Rio Grande do Norte — 65,72%;
- Sergipe — 69,53%.
O melhor desempenho percentual de Lula entre as unidades da Federação apresentadas ocorreu no Piauí, onde o petista alcançou 75,88% dos votos válidos.
A Bahia também se destacou, com 71,31%, seguida pelo Maranhão, com 69,54%, e Sergipe, com 69,53%.
Minas Gerais apresentou a disputa mais equilibrada entre os estados favoráveis ao petista, com Lula registrando 50,40% dos votos válidos no momento da atualização do painel.
Veja os 13 estados e o Distrito Federal onde Flávio Bolsonaro venceu
Flávio Bolsonaro aparece à frente nas seguintes unidades da Federação:
- Acre — 66,57%;
- Distrito Federal — 54,28%;
- Espírito Santo — 56,37%;
- Goiás — 59,66%;
- Mato Grosso — 66,06%;
- Mato Grosso do Sul — 59,60%;
- Paraná — 62,58%;
- Rio de Janeiro — 53,10%;
- Rio Grande do Sul — 57,84%;
- Rondônia — 69,61%;
- Roraima — 72,46%;
- Santa Catarina — 69,42%;
- São Paulo — 53,85%;
- Tocantins — 51,37%.
O maior percentual do candidato do PL foi registrado em Roraima, onde alcançou 72,46% dos votos válidos.
Rondônia aparece na sequência, com 69,61%, praticamente empatada com Santa Catarina, onde Flávio Bolsonaro conquistou 69,42%.
No Paraná, o candidato recebeu 62,58% dos votos válidos, confirmando a vantagem observada no primeiro turno.
Nordeste fica com Lula; Sul dá vitória a Flávio Bolsonaro
A distribuição dos resultados evidencia diferenças regionais importantes no comportamento do eleitorado brasileiro.
Lula venceu ou liderava em todos os nove estados do Nordeste, repetindo a predominância eleitoral do PT na região.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, venceu nos três estados do Sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
No Centro-Oeste, o candidato do PL liderou em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
Já no Sudeste, Flávio Bolsonaro ficou à frente em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, enquanto Lula liderava em Minas Gerais.
A disputa em Minas foi especialmente apertada, com diferença inferior a um ponto percentual entre os candidatos no painel analisado.
Número de estados vencidos não define quem será presidente
Apesar da divisão praticamente igual entre os candidatos no mapa eleitoral, a quantidade de estados vencidos não determina o resultado da eleição.
Isso ocorre porque estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro possuem eleitorados muito maiores que os de unidades federativas menos populosas.
Assim, conquistar a maioria dos votos em vários estados pequenos não garante necessariamente vantagem na soma nacional.
O presidente da República é escolhido pela maioria dos votos válidos em todo o país, excluindo brancos e nulos.
No momento retratado pelo painel, Maranhão e Minas Gerais ainda apresentavam apuração ligeiramente inferior a 100%, embora Lula estivesse à frente nos dois estados.
A CGN acompanha a totalização por meio de um painel especial das Eleições 2026, com os resultados nacionais, estaduais e municipais.