4Intelligence: Flávio tem 82% de chance de se eleger presidente
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Por Agência Estado
Com base nos números do seu agregador de pesquisas, o modelo preditivo eleitoral da consultoria 4Intelligence, que leva em conta a evolução de pesquisas de intenção de voto em mais de 200 eleições para governador de Estado e as eleições presidenciais entre 1994 e 2022, aponta que Flávio Bolsonaro tem 82% de chance de se eleger presidente neste domingo, com cerca de 51,4% dos votos totais, contra 48,6% do presidente Lula.
Em edição do relatório Café Político, publicado na manhã deste domingo, as pesquisas de intenção de voto divulgadas no sábado não alteraram a situação da disputa presidencial: Flávio Bolsonaro permanece ligeiramente à frente de Lula.
O agregador de pesquisas da 4Intelligence mostra Flávio Bolsonaro com 49% e Lula com 47%, em termos de votos totais.
“A improvável virada de Lula somente ocorrerá se houver uma mudança importante no padrão histórico da soma da abstenção e de votos brancos e nulos em eleições presidenciais”, afirmam os analistas da consultoria na edição do relatório Café Político. “Considerando o total de votos válidos no primeiro turno da eleição presidencial deste ano e os números do nosso Agregador, Flávio Bolsonaro chega ao dia do segundo turno com cerca de 2,4 milhões de votos a mais do que Lula.”
Para reverter essa diferença, os analistas da 4Intelligence dizem que a taxa de não voto (branco, nulos e abstenção) no segundo turno teria que cair cerca de 1,5 ponto porcentual em relação ao primeiro turno e chegar a 25,6% do total do eleitorado. “Além disso, claro, todos esses eventuais novos eleitores e votos válidos teriam que apertar 13 na urna”, diz o relatório.
Segundo os analistas da 4Intelligence, em geral, o porcentual de não voto aumenta do primeiro para o segundo turno. As exceções foram 2002 e 2022 quando caiu 1,7 e 0,7 ponto porcentual, respectivamente. E uma taxa de 25,6% de não voto seria a menor desde 2002, à exceção de 2022, quando foi de 25,2%. A média de não voto no segundo turno das eleições de 2002 a 2022 foi de 27,6%.
“Conseguir 2,4 milhões de votos entre 37,4 milhões que votaram branco, nulo e se abstiveram no primeiro turno parece pouco”, argumentam os analistas da consultoria. “Mas, como já anotado, dependerá da reversão de padrões históricos no comportamento dos eleitores entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais brasileiras desde 2002. Não é impossível, mas é improvável.