17 corpos em 48 dias: polícia apura execuções e suspeita de ‘tribunal do crime’
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Por Luiz Haab
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Corpos abandonados em ruas, terrenos baldios e áreas de mata colocaram a polícia diante de pelo menos 17 investigações de homicídio em apenas 48 dias na capital paulista e na Grande São Paulo. Os registros ocorreram entre 5 de setembro e 22 de outubro. Entre as vítimas, havia pessoas amarradas, baleadas e esquartejadas, algumas deixadas dentro de sacos plásticos. São 14 casos na capital e três em municípios da região metropolitana.
Uma das linhas de investigação é que parte das mortes esteja ligada ao chamado “tribunal do crime”, usado por facções para punir e executar pessoas acusadas de descumprir suas regras. A hipótese, porém, não se aplica a todos os assassinatos. A Secretaria da Segurança Pública afirma que não há elementos para conectar os 17 casos ou sustentar os boatos sobre a atuação de um assassino em série.
Um dos episódios foi registrado por uma câmera de segurança: quatro homens retiraram um corpo do porta-malas de um carro e o jogaram em um terreno no Rio Pequeno, na Zona Oeste. A vítima, Jean Victor Sousa Guimarães, de 22 anos, foi encontrada com as mãos amarradas e cinco marcas de tiros na cabeça. Em outro caso, Lucimara Garcia do Nascimento de Freitas, de 35 anos, mãe de uma criança de 1 ano, foi localizada esquartejada perto da Marginal Tietê. A principal hipótese para a morte dela é feminicídio.
Outros corpos encontrados na região ainda dependem de laudos periciais para determinar se houve homicídio. Segundo a SSP, as ocorrências são investigadas separadamente, e a semelhança na forma de abandonar os corpos não comprova ligação entre os crimes. Há suspeitos identificados e ordens de prisão preventiva, mas não havia confirmação de prisões entre os procurados até a divulgação das informações.