CGN - Últimas notícias de Cascavel, Paraná e Brasil
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Mulheres vítimas de violência doméstica têm apoio e abrigo sigiloso para recomeçar em Cascavel

Publicado em

Uma das possibilidades é o encaminhamento para um abrigo sigiloso, destinado a mulheres que não têm um local seguro para ficar após sofrerem violência doméstica.
Imagem referente a Mulheres vítimas de violência doméstica têm apoio e abrigo sigiloso para recomeçar em Cascavel
Foto: Reprodução/CGN

Por Allan Machado

Atualizado em

A violência doméstica vai muito além das agressões físicas. Ameaças, humilhações, ofensas, intimidações e violência psicológica também fazem parte de uma realidade enfrentada por muitas mulheres. Em Cascavel, vítimas que precisam deixar uma situação de violência contam com uma rede de atendimento que oferece alternativas para buscar proteção e recomeçar a vida com segurança.

Uma das possibilidades é o encaminhamento para um abrigo sigiloso, destinado a mulheres que não têm um local seguro para ficar após sofrerem violência doméstica. O serviço é oferecido às vítimas atendidas pela rede de proteção, mas nem todas precisam permanecer no abrigo. Algumas contam com familiares ou amigos que podem oferecer apoio e um ambiente seguro. Para aquelas que não dispõem dessa alternativa, o acolhimento pode representar uma oportunidade de romper com o ciclo de violência sem ficar desamparadas.

O endereço do abrigo é mantido em sigilo para preservar a segurança das mulheres e das crianças acolhidas. O local conta com segurança 24 horas e permite que as mães permaneçam acompanhadas dos filhos de até 12 anos, evitando que precisem enfrentar esse momento de separação familiar.

Mas o trabalho não termina em oferecer um lugar protegido. Durante o período de acolhimento, as mulheres recebem apoio para organizar os próximos passos e buscar condições para reconstruir a própria vida. Entre as ações estão o auxílio na procura por oportunidades de emprego e a articulação com os serviços públicos para atender às necessidades da família.

Quando os filhos ainda não estão matriculados na escola, a rede de atendimento também pode auxiliar na busca por vagas. Dessa forma, a mulher tem a possibilidade de trabalhar, buscar o próprio sustento e construir um caminho para conquistar independência financeira.

A proposta é mostrar que deixar uma situação de violência não precisa significar ficar sem moradia, sem condições de sustentar os filhos ou sem perspectivas para o futuro. Com acompanhamento e acesso aos serviços disponíveis, é possível começar uma nova etapa, longe das agressões e com mais segurança.

Nenhuma mulher precisa se submeter a agressões físicas, violência verbal, ameaças ou humilhações por acreditar que não tem para onde ir. O medo, a dependência financeira, a preocupação com os filhos e a falta de apoio podem dificultar a decisão de sair de uma relação violenta. Por isso, conhecer os serviços disponíveis e procurar ajuda pode ser um passo importante para mudar essa realidade.

Cada situação precisa ser avaliada individualmente, respeitando as necessidades e as decisões da vítima. O acolhimento, a assistência social e a rede de proteção existem justamente para que a mulher tenha alternativas e não precise enfrentar esse processo sozinha.

Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190. Mulheres que precisam de orientação também podem procurar a rede de atendimento à mulher e os serviços de assistência social do município para conhecer as possibilidades de proteção.

Romper o ciclo da violência é possível. Toda mulher tem direito a viver sem medo, com dignidade, segurança e a oportunidade de recomeçar.

Veja também

Notícias Mais Acessadas Agora

Notícias Mais Lidas