“Não tenham medo”: Dia de São João Paulo II recorda mensagem que atravessou gerações
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Por Redação
A Igreja Católica celebra em 22 de outubro o Dia de São João Paulo II, data que marca o início do pontificado de Karol Józef Wojtyła, em 1978. Primeiro papa polonês da história, ele conduziu a Igreja por quase 27 anos e se tornou uma das figuras religiosas mais conhecidas do século 20.
Nascido em 18 de maio de 1920, na cidade de Wadowice, na Polônia, Wojtyła viveu em um período marcado por conflitos e transformações históricas. Durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou em uma pedreira e em uma fábrica química, enquanto amadurecia sua vocação religiosa. Foi ordenado sacerdote em 1946 e, depois de atuar como bispo auxiliar e arcebispo de Cracóvia, foi eleito papa em 16 de outubro de 1978, adotando o nome João Paulo II.
O pontificado ficou marcado pelas numerosas viagens internacionais, pelo diálogo com diferentes povos e religiões e pela aproximação com os jovens. João Paulo II também teve papel importante na criação das Jornadas Mundiais da Juventude, encontros que passaram a reunir jovens católicos de diversos países. Sua mensagem de fé e coragem ficou especialmente associada ao apelo feito na missa de início do pontificado: “Não tenham medo! Abram, ou melhor, escancarem as portas a Cristo”.
Ao longo de sua trajetória, o papa também enfrentou momentos difíceis. Em 13 de maio de 1981, sofreu um atentado a tiros na Praça de São Pedro, no Vaticano, e precisou passar por uma cirurgia. Após se recuperar, encontrou-se com o homem responsável pelos disparos e concedeu-lhe perdão, gesto que se tornou um dos episódios mais lembrados de sua história.
João Paulo II morreu em 2 de abril de 2005, aos 84 anos, após um longo período de problemas de saúde. Foi beatificado em 2011 e canonizado em 27 de abril de 2014, pelo papa Francisco, ao lado de João XXIII. Desde então, sua memória litúrgica é celebrada em 22 de outubro, data relacionada ao início de seu pontificado.
Duas décadas após sua morte, São João Paulo II permanece lembrado por fiéis de diferentes partes do mundo por sua atuação religiosa, suas viagens e suas mensagens sobre fé, dignidade humana e esperança. Sua história continua presente na memória da Igreja Católica e de milhões de pessoas que acompanharam seu pontificado.