“Motorista assumiu o risco”, diz delegado sobre atropelamento de cachorro em Cascavel
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Por Fábio Wronski
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O delegado Pedro Rocha, da Polícia Civil de Cascavel, detalhou nesta semana a conclusão do inquérito sobre o atropelamento de um cachorro por um ônibus no bairro Brasília, ocorrido no domingo (18).
Segundo o delegado, a investigação teve início logo após a divulgação do caso. “Assim que tivemos notícia do fato, começamos a apurar. Havia relatos de que o animal poderia ter sido alvo de disparo de arma de fogo, mas as imagens confirmaram que ele foi atropelado por um ônibus”, explicou.
O delegado ressaltou que, para caracterizar o crime de maus-tratos, é necessário que haja dolo, ou seja, intenção ou assunção do risco de causar sofrimento ao animal. “Pela nossa análise, ficou claro que o condutor assumiu o risco do resultado. Ele foi ouvido, mas preferiu permanecer em silêncio”, disse.
Testemunhas foram ouvidas durante o inquérito, incluindo um motorista experiente, que confirmou que seria possível perceber o animal na via. Moradores da região também prestaram depoimento, mas a maioria só viu o cachorro após o acidente.
Quanto à responsabilidade do tutor, Pedro Rocha esclareceu que não foi identificada conduta imprudente relevante para responsabilização criminal. “O tutor não fez boletim de ocorrência, mas isso não impede a investigação, pois é um crime contra o meio ambiente, apurado pelo Estado”, explicou.
O inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público, que agora decidirá sobre as próximas providências. “O Ministério Público pode oferecer denúncia, pedir novas diligências ou até arquivar o caso, mas a Polícia Civil concluiu que houve crime”, afirmou o delegado.
Pedro Rocha também destacou a importância de divulgar casos como esse. “A sociedade não aceita mais maus-tratos a animais. É importante alertar para o cuidado no trânsito, porque hoje foi um cachorro, mas poderia ser uma criança ou um idoso. Sempre que houver crime, a polícia vai investigar e buscar justiça”, concluiu.