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Com milhões de ouvintes, podcast ganha espaço na rotina dos brasileiros

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A data brasileira faz referência ao Digital Minds, considerado um dos pioneiros do podcast no país.
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Foto: Criada por I.A | Ilustrativa

Por Redação

O microfone está aberto, a conversa começou e alguém, em algum lugar, está ouvindo enquanto dirige, trabalha, prepara o almoço ou enfrenta o trânsito. Celebrado em 21 de outubro, o Dia do Podcast destaca um formato que transformou a maneira de consumir informação, entretenimento e histórias, permitindo que o público escolha não apenas o que quer ouvir, mas também quando e onde.

A data brasileira faz referência ao Digital Minds, considerado um dos pioneiros do podcast no país. Criado por Danilo Medeiros, o programa teve seu primeiro episódio publicado em outubro de 2004, marco que ajudou a estabelecer o dia 21 como uma celebração nacional do formato. Na época, a ideia de distribuir programas pela internet para que cada pessoa pudesse acompanhar no próprio ritmo ainda era novidade.

Duas décadas depois, o podcast deixou de ser um espaço restrito a entusiastas da tecnologia. Hoje, reúne entrevistas, notícias, investigações jornalísticas, humor, ciência, esportes e conversas sobre os mais variados assuntos. O formato também ganhou uma versão audiovisual, os chamados videocasts, que ampliaram a presença desse conteúdo em plataformas de vídeo e redes sociais.

Os números mostram a dimensão desse mercado. A PodPesquisa 2024/2025, da Associação Brasileira de Podcasters (ABPod), estimou em aproximadamente 31,94 milhões o número de ouvintes de podcasts no Brasil. Entre os participantes do levantamento, 40,23% disseram ouvir esse tipo de conteúdo diariamente. A pesquisa recebeu 352 respostas válidas, coletadas em 24 das 27 unidades da Federação, portanto os resultados devem ser interpretados considerando a metodologia e o perfil da amostra.

A popularização do formato também mudou a relação entre quem produz e quem acompanha. Um programa pode nascer em um estúdio profissional, em uma redação, em uma empresa ou até em um quarto adaptado, com equipamentos simples. Essa facilidade abre espaço para novas vozes, mas também aumenta a responsabilidade de quem publica informações, especialmente quando o assunto envolve política, saúde ou acontecimentos de interesse público.

O podcast não acabou com o rádio, assim como a televisão não eliminou os jornais. Os formatos convivem, se influenciam e encontram públicos diferentes. A principal mudança está na liberdade de escolha: em vez de depender de uma programação fixa, o ouvinte pode selecionar episódios, pausar, voltar e acompanhar assuntos específicos conforme seus interesses.

Neste Dia do Podcast, a celebração é também um reconhecimento aos profissionais e criadores que transformam conversas em informação, conhecimento e entretenimento. Afinal, falar diante de um microfone pode parecer simples. O desafio é fazer com que, depois de apertar o play, alguém encontre um bom motivo para continuar ouvindo.

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