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Merenda não é só para matar a fome: Dia Nacional da Alimentação na Escola destaca saúde e aprendizagem

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A alimentação escolar vai além de servir uma refeição durante o intervalo.
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Foto: Yan Krukau | Pexels

Por Redação

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O que se coloca no prato durante a infância pode influenciar hábitos que acompanham uma pessoa por toda a vida. Celebrado em 21 de outubro, o Dia Nacional da Alimentação na Escola chama a atenção para a importância de refeições equilibradas e da educação alimentar no desenvolvimento dos estudantes. Afinal, aprender exige atenção, disposição e, antes de tudo, condições adequadas para acompanhar as aulas.

A alimentação escolar vai além de servir uma refeição durante o intervalo. É também uma oportunidade para ensinar sobre nutrientes, variedade de alimentos, cultura alimentar e escolhas que favoreçam a saúde. Nesse processo, a escola e a família têm papéis complementares na construção de hábitos saudáveis, sem transformar a comida em motivo de culpa ou constrangimento.

No Brasil, uma das principais políticas públicas nessa área é o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), criado em 1955, inicialmente como Campanha de Merenda Escolar. O programa contribui para a oferta de refeições aos estudantes da educação básica pública e para o desenvolvimento de ações de educação alimentar e nutricional. Segundo informações divulgadas pelas Nações Unidas, a iniciativa atende mais de 40 milhões de estudantes no país.

A importância do tema também aparece nos indicadores de saúde. Dados citados pelo Calendarr, atribuídos ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que 34,8% das crianças brasileiras de 5 a 9 anos estavam acima do peso. O número reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação e a alimentos adequados, considerando que a formação de hábitos depende não apenas das escolhas individuais, mas também das condições econômicas e da disponibilidade de comida saudável.

A data, portanto, não trata apenas do cardápio servido nas escolas. Ela convida a comunidade a pensar sobre segurança alimentar, desperdício, valorização dos profissionais responsáveis pelas refeições e respeito aos costumes alimentares de cada região. Também lembra que uma alimentação adequada não deve ser tratada como privilégio ou recompensa.

No fim, a merenda pode durar apenas alguns minutos, mas a relação que crianças e adolescentes desenvolvem com a comida pode acompanhá-los por décadas. Garantir refeições adequadas e ensinar sobre alimentação é cuidar do presente dos estudantes e ajudar a construir um futuro com mais saúde.

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