Criança encontrada sozinha no Universitário se agarra à perna de policial e recusa colo da mãe
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Por Isabella Chiaradia
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Uma criança foi encontrada sozinha no Bairro Universitário, em Cascavel, na tarde de domingo (18) no Bairro Universitário. O caso mobilizou a Polícia Militar, o Conselho Tutelar e terminou com a mãe encaminhada à delegacia. Em entrevista, o tenente Leonardo Brandt, da Polícia Militar, deu mais detalhes sobre a ocorrência.
Segundo o policial, a equipe foi acionada pelo telefone 190 por volta das 16h40, após uma mulher encontrar a criança sozinha em frente ao portão da casa da sogra. A mulher acolheu o menino e aguardou a chegada dos policiais, que tentaram obter informações para localizar a residência da família.
A criança mencionou um portão verde, mas, durante as buscas, os militares foram abordados por um homem que se identificou como amigo da mãe e afirmou que a criança havia saído de casa cerca de uma hora antes.
Ao chegar à residência, os policiais encontraram a mãe visivelmente embriagada. Conforme o tenente, ela relatou que havia passado a noite anterior consumindo bebidas alcoólicas e usando entorpecentes. A mulher também afirmou que foi dormir por volta do meio-dia e, ao acordar, percebeu que a criança não estava mais no local.
Um dos detalhes que mais chamou a atenção da equipe foi a reação da criança ao reencontrar a mãe. De acordo com Brandt, quando a mulher tentou pegar o menino no colo, ele recusou e se agarrou à perna de uma policial que atendia à ocorrência.
Diante da situação, os militares avaliaram que a mãe não apresentava condições de cuidar da criança naquele momento. A avó foi contatada e aceitou ficar responsável pelo neto. O Conselho Tutelar compareceu ao local e acompanhou o procedimento até a entrega da criança aos cuidados da familiar.
Durante a ocorrência, a avó relatou aos policiais que situações semelhantes já teriam acontecido outras vezes. Segundo o relato, a mãe apresentaria problemas relacionados ao consumo de álcool e entorpecentes, além de episódios em que as crianças ficariam sem alimentação e com som em volume elevado na residência.
O tenente ressaltou, porém, que a equipe não constatou diretamente uma situação de maus-tratos durante o atendimento. As informações relatadas pela avó foram registradas no boletim de ocorrência e encaminhadas à Polícia Judiciária para investigação.
Os policiais também não conseguiram esclarecer exatamente como a criança saiu da residência nem quem estava responsável por ela naquele momento.
Ainda conforme Brandt, a mãe possui registros de ocorrências policiais de diferentes naturezas, incluindo tráfico de drogas, lesão corporal, ameaça e uso de entorpecentes. O histórico foi considerado no atendimento, mas as circunstâncias relatadas sobre os cuidados com a criança deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
A mulher foi encaminhada à delegacia para os procedimentos cabíveis. Por enquanto, a criança permanece sob os cuidados da avó, com acompanhamento do Conselho Tutelar.