“Ele nunca foi de mexer com os outros”: família pede justiça após morte de homem agredido no Terminal Leste de Cascavel
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Por Allan Machado
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A família de Fábio Ricardo Nunes, de 47 anos, busca respostas após a morte do homem, registrada neste domingo (18), no Hospital Universitário (HU) de Cascavel. Ele estava internado desde terça-feira (13), quando foi agredido por dois rapazes nas dependências do Terminal Leste, na Rua Maringá, na região do bairro São Cristóvão. Em entrevista à CGN, Bruna, irmã de Fábio, contestou a versão de que ele teria mexido com uma jovem e pediu que as imagens das câmeras de segurança sejam analisadas para esclarecer o que aconteceu.
“Eu queria que tivesse justiça, que pegasse as filmagens do terminal para poder ajudar nós”, afirmou Bruna. Segundo ela, a família não acredita que Fábio tenha assediado a jovem, situação que teria motivado a intervenção dos dois rapazes. “Ele nunca fez isso, ele não era um rapaz assim. Ele bebia, ele tinha as coisas dele, mas ele nunca foi de ficar mexendo com os outros, agredindo os outros”, declarou.
De acordo com as informações apuradas, Fábio foi agredido na terça-feira, sofreu ferimentos e precisou de atendimento médico. A irmã relatou que, inicialmente, ele foi levado à UPA Brasília. Quando chegou à unidade, a mãe ainda conseguiu conversar com ele, que se queixava de dor de cabeça e dizia que queria ir embora.
Conforme o relato de Bruna, Fábio permaneceu na UPA por algumas horas, recebendo atendimento e tomando soro. Depois de dormir por um período, ele teria recebido alta. No entanto, quando a mãe foi chamá-lo, ele já não respondia. A equipe médica realizou novos procedimentos e providenciou o encaminhamento para atendimento especializado.
“Ele falou que estava com dor na cabeça, que queria vir embora”, contou Bruna ao recordar a conversa que a mãe teve com Fábio na unidade de saúde. Segundo ela, a situação se agravou após a alta, quando perceberam que ele não respondia mais aos chamados.
O homem foi transferido ao Hospital Universitário de Cascavel durante a madrugada. De acordo com a irmã, ele permaneceu internado até a manhã de domingo, quando a família recebeu a confirmação da morte cerebral após a realização de exames para avaliar a gravidade das lesões.
Mesmo diante da perda, a família recebeu a informação de que Fábio poderia ajudar outras pessoas por meio da doação de órgãos. Segundo Bruna, cinco órgãos foram doados, entre eles o coração, os pulmões e os rins.
Além de enfrentar o luto, os familiares querem que as circunstâncias da agressão sejam esclarecidas e que os responsáveis sejam identificados. Bruna pediu que as forças de segurança, a administração do terminal e os responsáveis pelas câmeras contribuam com as investigações.
“Nós queremos justiça aqui. As polícias, as guardas, o terminal, as câmeras, tudo para poder ajudar nós”, afirmou. Questionada sobre o que espera das autoridades, ela reforçou o pedido por uma resposta que ajude a família a compreender o que aconteceu. “Nós queríamos uma resposta para confortar um pouco nós, eu e minha mãe, que ficamos bem tristes”, disse.
Os dois rapazes apontados como responsáveis pela agressão não haviam sido localizados, conforme as informações disponíveis. A Delegacia de Homicídios investiga o caso. A família espera que as imagens de segurança e outros elementos ajudem a esclarecer a ocorrência e determinar as responsabilidades pela morte de Fábio.