Universidade expulsa e suspende alunos por 'ranking sexual' no interior de SP
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Por Agência Estado
A Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) finalizou a investigação interna sobre um “ranking sexual” de alunas, elaborado por estudantes de Psicologia na unidade de Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Após avaliar individualmente a conduta dos envolvidos, a instituição aplicou sanções que incluem suspensão e expulsão.
A Polícia Civil de Presidente Prudente informou que, até o momento, 44 vítimas foram identificadas, das quais 24 já prestaram depoimento. Outras 11 têm oitivas agendadas, enquanto nove aguardam o cumprimento de cartas precatórias.
Um dos investigados já foi ouvido. Os demais serão ouvidos após a conclusão das oitivas das vítimas. “Demais diligências prosseguem para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos. A polícia segue investigando o caso por meio de inquérito policial”, disse a pasta.
“Concluída a apuração, foram aplicadas as penalidades administrativas cabíveis de acordo com as responsabilidades individualmente identificadas, que foram desde suspensão até expulsão dos envolvidos”, afirmou a Unoeste.
De acordo com a instituição, o procedimento foi conduzido por uma comissão responsável, com análise individualizada das condutas e observância das normas institucionais, do direito de defesa e dos demais procedimentos aplicáveis.
A Unoeste afirma que, desde que tomou conhecimento dos fatos, adotou medidas de apuração, acolhimento e acompanhamento. A universidade “repudia qualquer forma de violência, constrangimento ou exposição sem consentimento e seguirá promovendo ações de orientação, prevenção e acolhimento, reforçando seu compromisso com um ambiente acadêmico seguro, respeitoso e responsável”.
Disse ainda que, em respeito à privacidade das pessoas envolvidas e ao caráter sigiloso e confidencial do procedimento, a instituição não divulgará nomes, depoimentos, documentos ou informações que permitam associar indivíduos às respectivas penalidades aplicadas.
Na noite de 20 de agosto, o coletivo Frente Pela Vida das Mulheres realizou um protesto contra a objetificação feminina e a violência contra mulheres no ambiente universitário após o caso ganhar visibilidade.
Em uma publicação nas redes sociais, o grupo defendeu que vítimas de constrangimento, exposição ou violência não sejam silenciadas. “Denunciar também é romper com a lógica que protege quem violenta”, afirmou o coletivo.