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Empresária de Cascavel relata golpe em loja e faz alerta a empresas após estelionato

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Empresária de Cascavel relata golpe em loja e faz alerta a empresas após estelionato

Por Diego Cavalcante

Atualizado em

A confiança construída em uma relação comercial acabou se transformando em prejuízo e preocupação para uma loja de Cascavel. Em entrevista à CGN, a proprietária do estabelecimento, Nilva Dalmina, relatou como um ex-funcionário de uma construtora teria continuado comprando mercadorias em nome da empresa mesmo após ser desligado, sem que a loja fosse comunicada sobre a mudança.

Segundo Nilva, o cadastro havia sido realizado quando o homem ainda trabalhava na construtora. Na época, a empresa demonstrou ser idônea, as primeiras compras foram pagas corretamente e a relação comercial seguiu normalmente.

O problema começou quando o funcionário deixou de fazer parte da construtora, mas, conforme o relato da empresária, continuou comparecendo ao estabelecimento e realizando novas compras como se ainda tivesse autorização para representar a empresa.

A situação só chamou a atenção quando os títulos referentes às mercadorias começaram a vencer. Ao entrar em contato com a construtora para verificar os pagamentos, a loja descobriu que o homem já não fazia parte do quadro de funcionários.

Na manhã desta sexta-feira (16), o suspeito voltou a entrar em contato com o estabelecimento para solicitar mais mercadorias em nome da empresa. Diante da situação, a loja acionou a Polícia Militar e comunicou o proprietário da construtora. A equipe policial foi até o local e realizou a prisão do homem.

“Se você tem um funcionário que faz compras na sua empresa, que tem autonomia para fazer compras, no momento em que ele for desligado, por favor, comunique às empresas”, alertou Nilva.

A empresária ressaltou que o estabelecimento não havia recebido nenhuma comunicação sobre o desligamento do antigo funcionário. Por isso, a equipe acreditava que ele ainda estava autorizado a fazer pedidos em nome da construtora.

O caso também serve de alerta para empresas que mantêm relações comerciais com fornecedores e concedem autonomia a funcionários para realizar compras. Para Nilva, informar formalmente o encerramento desse vínculo é uma medida importante para evitar que outras empresas passem por uma situação semelhante.

“Na hora que ele for dispensado, manda um e-mail para todas as empresas de quem você compra, dizendo que o funcionário não está mais autorizado”, recomendou.

Dois homens foram detidos por suspeita de participação no caso. O segundo envolvido teria atuado como comparsa na retirada dos materiais e foi localizado em um apartamento no Conjunto Riviera. Segundo as informações apuradas, os produtos que teriam sido adquiridos irregularmente não foram encontrados nas diligências iniciais.

Os dois foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Cascavel. O caso deverá ser investigado para esclarecer as circunstâncias das compras e a possível participação de cada suspeito.

Resumo do que aconteceu

O que motivou a prisão de dois homens em Cascavel por suspeita de estelionato?
R: Dois homens foram presos na manhã de 16 de outubro de 2026 em Cascavel, suspeitos de cometer estelionato ao realizar compras em nome de uma construtora sem autorização.
Quem são os envolvidos no caso de estelionato em Cascavel e qual era o papel de cada um?
R: Os envolvidos são um ex-funcionário de uma construtora, que teria continuado fazendo compras em nome da empresa mesmo após ser desligado, e um segundo homem, que não era funcionário, suspeito de atuar como comparsa auxiliando na retirada dos materiais.
Como a fraude foi descoberta pelos funcionários da loja?
R: A fraude foi descoberta quando um dos suspeitos foi buscar novos produtos em nome da construtora e os funcionários, desconfiados da movimentação, mantiveram o homem na loja e acionaram a Polícia Militar.
Onde ocorreram as principais ações relacionadas ao crime investigado?
R: As compras suspeitas ocorreram em um estabelecimento comercial na Rua Paraná, no centro de Cascavel. O segundo suspeito foi detido em um apartamento no Conjunto Riviera, também na cidade.
Quando os suspeitos foram detidos e encaminhados à Delegacia?
R: Os suspeitos foram detidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil na manhã de 16 de outubro de 2026.
Os materiais adquiridos de forma irregular foram recuperados?
R: Não, os materiais que teriam sido adquiridos irregularmente não foram encontrados durante as diligências iniciais.
Qual é o próximo passo das autoridades no caso de estelionato envolvendo a construtora?
R: O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que irá apurar as circunstâncias da ocorrência e dar prosseguimento à investigação.
Por que o caso é relevante para a sociedade?
R: O caso é relevante porque envolve suspeita de fraude e uso indevido do nome de uma empresa para obtenção de vantagem ilícita, o que pode afetar a confiança nas relações comerciais e expor empresas a prejuízos.

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