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Brasileira de Cascavel presa na Indonésia com cocaína líquida pode pegar prisão perpétua ou pena de morte

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A abordagem ocorreu em 6 de outubro de 2026, no Aeroporto Internacional Ngurah Rai, em Bali.
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Foto: Indonesian National Polica

Por Diego Cavalcante

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Uma viagem que terminou em uma prisão do outro lado do mundo colocou o nome de Cascavel em um caso de tráfico internacional de drogas. Thania Cristina dos Santos, de 36 anos, foi presa na Indonésia suspeita de transportar aproximadamente 3,6 quilos de cocaína líquida escondidos em frascos de produtos de higiene pessoal. Além da prisão, ela pode enfrentar penas severas, incluindo prisão perpétua.

A abordagem ocorreu em 6 de outubro de 2026, no Aeroporto Internacional Ngurah Rai, em Bali. Segundo informações divulgadas pelas autoridades indonésias, a cascavelense havia desembarcado de um voo procedente do Brasil quando agentes fiscalizaram sua bagagem e encontraram a substância distribuída em sete frascos.

O material apreendido totalizou cerca de 3,6 quilos de cocaína líquida. A estratégia de esconder a droga em embalagens de produtos de higiene chamou a atenção das autoridades, que passaram a investigar como a carga seria transportada e quem aguardava a entrega no destino.

Conforme informações divulgadas pela polícia, a mulher teria recebido uma oferta de US$ 50 mil para levar a droga até Bali. O valor equivale a centenas de milhares de reais, conforme a cotação utilizada. Um homem identificado apenas pela letra G teria participado da negociação, e a polícia trabalha para esclarecer a participação de outras pessoas no esquema.

É na legislação indonésia que o caso ganha um dos aspectos mais graves. O país adota penas rigorosas para crimes relacionados ao tráfico de drogas, e reportagens sobre a prisão apontam a possibilidade de condenação à prisão perpétua. A legislação também prevê pena de morte para determinadas infrações dessa natureza.

Isso não significa, porém, que Thania tenha sido condenada ou que a pena de morte tenha sido formalmente solicitada contra ela. A brasileira permanece sob investigação, e a definição de uma eventual punição depende do processo judicial e do enquadramento dos fatos.

Para Cascavel, a repercussão internacional acrescenta um elemento local a uma investigação que acontece a milhares de quilômetros de distância. Na Indonésia, as autoridades ainda procuram esclarecer a origem da cocaína, identificar quem receberia a carga e determinar a participação atribuída à brasileira.

O caso segue sem uma decisão judicial definitiva. Enquanto a investigação avança, a possibilidade de uma pena severa permanece como um dos principais desdobramentos da prisão, mas o resultado dependerá das provas e da decisão da Justiça indonésia.

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