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MP denuncia quatro profissionais de saúde por morte de criança em hospital de Joaquim Távora

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De acordo com a Promotoria de Justiça de Joaquim Távora, o médico, a enfermeira e duas técnicas de enfermagem denunciados teriam deixado de adotar as providências necessárias e de realizar o acompanhamento contínuo do paciente durante o período de observação.
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Foto: Depositphotos

Por Fábio Wronski

Atualizado em

O Ministério Público do Paraná denunciou quatro profissionais de saúde pelo crime de homicídio culposo após a morte de uma criança de quatro anos em um hospital de Joaquim Távora, no Norte Pioneiro do estado. O caso ocorreu em junho de 2026, quando o paciente foi internado com sintomas gripais e faleceu na manhã seguinte, com diagnóstico confirmado de influenza.

De acordo com a Promotoria de Justiça de Joaquim Távora, o médico, a enfermeira e duas técnicas de enfermagem denunciados teriam deixado de adotar as providências necessárias e de realizar o acompanhamento contínuo do paciente durante o período de observação. Segundo o Ministério Público, as falhas no atendimento resultaram na morte da criança.

Além da responsabilização criminal, a Promotoria pediu à Justiça a fixação de um valor mínimo para a reparação dos danos causados à família da vítima. A denúncia inclui ainda a causa de aumento de pena pela inobservância de regra técnica da profissão.

Paralelamente à denúncia, o Ministério Público conduz um procedimento preparatório para apurar e corrigir falhas estruturais e organizacionais no atendimento hospitalar do município. Entre os problemas apontados estão a ausência de retaguarda pediátrica, falta de protocolos internos para urgências pediátricas, inexistência de rotina de reavaliação médica periódica de pacientes em observação e triagem sem classificação de risco por enfermeiro.

O procedimento também investiga a falta de fluxos formais de comunicação e transferência de pacientes pediátricos graves, falhas nos registros médicos e de enfermagem e possíveis alterações de dados no sistema de prontuário eletrônico.

Os nomes dos profissionais não foram divulgados.

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