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Quem é Márcio Canella, 2º deputado estadual mais votado do RJ que foi preso pela PF

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A prisão ocorreu na 8ª fase da Operação Unha e Carne, com seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em sete cidades do estado.

Por Agência Estado

Márcio Canella (União Brasil), segundo deputado estadual que recebeu maior número de votos no Rio de Janeiro, foi preso pela Polícia Federal num condomínio de luxo da Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio, nesta quinta-feira, 15.

A prisão ocorreu na 8ª fase da Operação Unha e Carne, com seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em sete cidades do estado. A defesa de Canella ainda não se manifestou.

Há pelo menos dez anos, Canella mantém influência política em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Foi vereador, prefeito, deputado estadual e escolhido pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) como candidato a senador na chapa bolsonarista no Estado nas eleições deste ano.

O plano de chegar ao Senado, entretanto, foi interrompido após Canella ser preso, em julho, com um fuzil calibre .556, armamento de calibre restrito, o que motivou a prisão em flagrante por posse irregular de arma de fogo.

A mudança de rota foi acompanhada do desembarque do União Brasil da chapa de Douglas Ruas (PL), governador eleito em primeiro turno. Ele deixou a chapa majoritária e se lançou como candidato a deputado estadual. Foi eleito no dia 4 com 197.178 votos.

Canella foi eleito vereador de Belford Roxo em 2012 e depois chegou à Alerj, onde exerceu três mandatos como deputado estadual.

Nas últimas horas, as buscas pelo termo “Márcio Canella preso” ganharam relevância no Google Trends.

Em 2022, ele foi o deputado estadual mais votado do Rio, com 181.274 votos, à frente de Douglas Ruas (PL), que teve 175.977 na época.

Em 2024, elegeu-se prefeito de Belford Roxo já no primeiro turno, com 62% dos votos. Neste ano, ficou com a segunda maior votação para deputado estadual no estado.

Hoje no União Brasil, o deputado eleito já passou por outros três partidos: PHS, PSL e MDB.

Em 2018, como deputado, Canella propôs a Medalha Tiradentes, maior honraria da Assembleia, ao delegado Marcus Amim. Oito anos depois, os dois dividem o noticiário policial: Amim, ex-secretário de Polícia Civil, também foi preso na operação desta quinta-feira.

No dia 7 de julho, a PF achou um fuzil e munições em situação irregular no carro de Canella, e ele foi preso em flagrante. A prisão foi mantida na audiência de custódia, e ele foi levado para o complexo penitenciário de Bangu.

Três dias depois, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandou soltá-lo com tornozeleira eletrônica, passaporte entregue e porte de arma suspenso. Segundo o ministro, Canella apresentou elementos indicando que a arma pertencia a um policial militar responsável por sua segurança.

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