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Houthis bombardeiam área de palácio presidencial no Iêmen e deixam mortos

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Foi um ataque raro na área do palácio, em meio à escalada dos confrontos entre os rebeldes e a coalizão liderada pela Arábia Saudita, na mais recente frente da guerra com o Irã.

Por Agência Estado

Pelo menos seis explosões atingiram nesta quinta-feira, 15, as proximidades do palácio usado pelo governo iemenita reconhecido internacionalmente, na cidade portuária de Áden, disseram testemunhas. Um oficial afirmou que pelo menos duas pessoas morreram, e os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã e baseados no norte do Iêmen, reivindicaram a autoria dos ataques.

Foi um ataque raro na área do palácio, em meio à escalada dos confrontos entre os rebeldes e a coalizão liderada pela Arábia Saudita, na mais recente frente da guerra com o Irã. As explosões causaram pânico entre os moradores, que fugiram da área.

Outras seis pessoas ficaram feridas, disse o oficial, que falou sob condição de anonimato por não estar autorizado a falar com a imprensa. O governo afirmou que os houthis atacaram com mísseis e drones, informou a agência de notícias SABA, sediada em Aden.

Um oficial de segurança afirmou que pelo menos duas explosões ocorreram no topo da colina perto do palácio Maashiq, e outras duas perto do portão de segurança.

Muitos líderes do governo iemenita vivem no exílio, e aqueles que estão em Aden estão em segurança, disse um funcionário do governo. Ambos os funcionários falaram sob condição de anonimato porque não estavam autorizados a falar com a imprensa.

Os houthis afirmaram ter atacado um quartel-general de operações militares do “inimigo saudita”, parte de sua estratégia de atacar alvos sauditas, que inclui uma série de ataques a aeroportos e infraestrutura petrolífera dentro do reino.

A escalada complicou os esforços para pôr fim à guerra com o Irã e abalou ainda mais os mercados globais, enquanto a Arábia Saudita , um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, enfrenta repetidos ataques. A aviação regional também foi afetada, já que os rebeldes alertaram as companhias aéreas sobre o uso do espaço aéreo saudita para ataques. Milhares de voos em todo o reino foram interrompidos.

Houthis voltam a atacar áreas da Arábia Saudita

Na manhã desta quinta-feira, a coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os houthis afirmou ter interceptado um míssil de cruzeiro sobre a província de Medina. A Flightradar 24, uma plataforma de rastreamento, informou que dezenas de voos foram cancelados ou atrasados no aeroporto de Jeddah.

A declaração da coalizão não atribuiu culpa pelo ataque. O porta-voz militar dos houthis, brigadeiro-general Yahya Saree, negou que os rebeldes o tivessem realizado. O grupo havia prometido anteriormente não atacar aeroportos nas cidades sagradas de Meca e Medina, na Arábia Saudita.

A Arábia Saudita também afirmou ter destruído um drone sobre a província Oriental do país, uma importante região produtora de petróleo, e interceptado um drone em Khamis Mushait, perto de uma importante base aérea militar.

Rebeldes sitiam a terceira maior cidade do Iêmen

Dentro do Iêmen, os combates reacenderam uma guerra civil devastadora após quatro anos de relativa calma. Um dos focos de alarme é a cidade de Taiz, sitiada pelos houthis.

Os moradores da terceira maior cidade do Iêmen estão enfrentando escassez de itens básicos. Onde é possível encontrar produtos, os preços dispararam. Os postos de gasolina estão vazios ou fora de serviço. O Programa Mundial de Alimentos afirmou que não consegue mais atender mais de 600 mil pessoas em Taiz que dependem de ajuda humanitária.

Fathiyya Mohamed al-Mugahed disse que saiu em busca de farinha, gás de cozinha e combustível, mas não encontrou nada.

“Os houthis nos cercaram por todos os lados”, disse ela. “Tudo o que recebemos deles foram projéteis.”

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha afirmou que Taiz registrou alguns dos “maiores números de vítimas” do país.

*Com informações da Associated Press (AP).

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