Perseguição policial com caminhão deixa rastro de destruição em Cascavel; quem paga os prejuízos?
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Por Fábio Wronski
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Na manhã desta quinta-feira (15), uma perseguição policial provocou destruição em série no trânsito de Cascavel. O caso começou quando o condutor de um caminhão desobedeceu a ordem de parada, fugiu da polícia e atingiu diversos veículos por diferentes bairros da cidade.
A perseguição se estendeu por aproximadamente 30 minutos, percorrendo ruas como Paraná, Salgado Filho e Manaus. Por onde passava, o caminhão arrastava automóveis que estavam parados no trânsito, tentando escapar da abordagem policial.
O motorista só foi detido após ser baleado pelas forças policiais. Ele recebeu socorro imediato e foi encaminhado ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP).
Diante do rastro de destruição, muitos motoristas atingidos se perguntam quem será responsável pelo pagamento dos prejuízos. O advogado Luciano Katarinhuk esclareceu que, em situações como essa, a responsabilidade pelos danos causados recai, em regra, sobre o próprio motorista, a empresa proprietária do caminhão — se for o caso — ou o seguro do veículo, caso exista.
Segundo o advogado, “o Estado dificilmente é responsabilizado por danos causados por terceiros durante perseguição, já que os policiais agiram em estrito cumprimento do dever legal, sem excesso”. Katarinhuk destaca ainda que, mesmo havendo direito à indenização, é difícil que as vítimas consigam ser ressarcidas, especialmente se o responsável não tiver condições financeiras ou se o caminhão for roubado.
As investigações sobre o caso continuam, e as vítimas podem buscar orientação jurídica para tentar reaver os prejuízos.
Tiros
Pelo menos um automóvel foi atingido por disparos de arma de fogo, no cruzamento da Rua Manaus com a Rua Salgado Filho. Para o advogado, os danos provocados pelos tiros, caso tenham sido efetuados pelos policiais, devem ser de responsabilidade do Estado, visto que o agente estava em serviço durante a perseguição e efetuou os disparos com o objetivo de parar o caminhão e cessar a ameaça representada pelo motorista.