Polícia Civil cumpre 57 mandados contra organização criminosa de tráfico de drogas
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Por Fábio Wronski
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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nas primeiras horas desta quinta-feira (15), uma grande operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais na região Noroeste do Estado. A ação ocorre em Maringá, Sarandi, Praia de Leste (PR) e Franco da Rocha (SP), com apoio da Polícia Civil de São Paulo (PCESP) e mobiliza cerca de 100 policiais civis, além de helicóptero e cães farejadores.
Ao todo, são cumpridos 57 mandados judiciais: 21 de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 14 de busca e apreensão, 16 de bloqueio de contas bancárias e uma medida de sequestro de veículo. O objetivo é interromper toda a cadeia de fornecimento, armazenamento, distribuição e financiamento de entorpecentes, atingindo desde entregadores até fornecedores, coordenadores e operadores financeiros ligados ao grupo criminoso.
As investigações, conduzidas ao longo de um ano em parceria com o Ministério Público, começaram a partir da prisão de suspeitos de distribuir drogas em Sarandi. Segundo a PCPR, o aprofundamento das diligências revelou uma estrutura criminosa ampla, responsável pelo abastecimento e distribuição de drogas em Sarandi e Maringá, inclusive por meio de entregas no sistema delivery.
O delegado Leandro Munin, da PCPR, explicou que as lideranças e principais fornecedores não residiam na região, mas utilizavam a internet para coordenar as atividades. Um dos principais investigados, apontado como liderança da organização, mora atualmente em Londres, na Inglaterra, de onde controlava remotamente o envio de drogas para o Paraná. Outro fornecedor relevante foi identificado em Praia de Leste, no litoral do Estado.
A organização criminosa era estruturada em núcleos, com divisão clara de tarefas: lideranças, fornecedores atacadistas, responsáveis pelo armazenamento e fracionamento, distribuidores, entregadores e operadores financeiros. A PCPR identificou também a participação de pessoas que cediam contas bancárias para movimentação de dinheiro do tráfico, com indícios de lavagem de dinheiro e ocultação da origem ilícita dos valores.
A investigação apontou ainda vínculos com uma organização criminosa de atuação nacional. Um dos investigados seria sobrinho de um homem apontado como liderança desse grupo no Paraná, atualmente foragido no Paraguai.
Além das prisões e buscas, a operação mira a descapitalização do grupo, com bloqueio de contas e sequestro de bens, para dificultar a reorganização financeira da quadrilha. Nos últimos anos, a PCPR reforçou o combate à lavagem de dinheiro, com a criação de cinco Laboratórios de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro, ligados ao Departamento de Inteligência Policial.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento dos recursos movimentados pelo grupo. O nome dos investigados não foi divulgado.