O obstáculo está à vista. Falta vontade de enxergá-lo
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Por Redação
Calçada livre, piso tátil preservado, travessia segura e respeito ao espaço do outro. Parece o básico, mas nem sempre é assim que funciona. Neste 15 de outubro, o Dia Mundial da Bengala Branca chama atenção para a autonomia e a segurança das pessoas cegas ou com baixa visão. A bengala é uma ferramenta de orientação e mobilidade. O caminho, porém, também precisa fazer a sua parte.
A dimensão do tema é global. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 2,2 bilhões de pessoas no mundo têm algum tipo de deficiência visual para perto ou para longe. Em pelo menos 1 bilhão de casos, o problema poderia ter sido prevenido ou ainda não recebeu o tratamento necessário. O dado abrange diferentes graus de comprometimento visual, não apenas pessoas cegas.
A bengala branca é reconhecida internacionalmente como um símbolo de independência e uma ferramenta que ajuda a identificar obstáculos durante os deslocamentos. Mas autonomia não depende apenas de quem a utiliza: calçadas acessíveis, sinalização adequada, transporte seguro e conscientização da população também fazem diferença.
Afinal, não basta a pessoa ter recursos para se orientar se o caminho está bloqueado por uma moto na calçada, uma placa mal posicionada ou um carro estacionado onde não deveria. A bengala ajuda a perceber obstáculos; o bom senso coletivo deveria evitar boa parte deles.
Neste Dia Mundial da Bengala Branca, a homenagem também é um convite à reflexão: acessibilidade não é favor, gentileza opcional ou detalhe de urbanismo. É condição para que todos possam circular com segurança, liberdade e dignidade.