Três são presos em megaoperação contra facção criminosa em Cascavel
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Por Fábio Wronski
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Na manhã desta quarta-feira (14), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpre mandados de prisão e busca em Cascavel, como parte de uma megaoperação contra uma organização criminosa suspeita de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos.
As ações se concentram em bairros como Cascavel Velho, na Rua Marico Batista, e Morumbi, na Rua Medianeira, onde equipes da CGN acompanham os trabalhos. Até o momento três homens foram presos.
A operação, realizada em conjunto com o Ministério Público do Paraná (MPPR), mobiliza mais de 500 policiais e ocorre simultaneamente em cidades do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Ao todo, são 215 mandados judiciais, sendo 95 de prisão e 120 de busca e apreensão. A Justiça também autorizou a quebra de sigilo bancário e o acesso a dados de aparelhos eletrônicos apreendidos.
Em Cascavel, as diligências fazem parte de uma investigação que apura um crime contra o patrimônio ocorrido no município em 18 de julho deste ano. O grupo investigado é acusado de transportar drogas entre cidades, manter depósitos de entorpecentes e controlar pontos de venda à distância. Segundo a PCPR, as lideranças negociavam grandes quantidades de cocaína, crack e maconha para distribuição em várias regiões.
A investigação começou em Clevelândia, no Sudoeste do Paraná, após crimes violentos como tortura e cárcere privado atribuídos à facção. Conforme a delegada Alini Simadon, o comando da organização partia de dentro do sistema prisional, com ordens transmitidas por celulares clandestinos. Dentro dos presídios, o grupo mantinha uma estrutura paralela, com regras próprias e punições a presos considerados infratores.
Do lado de fora, familiares e colaboradores apoiavam a logística, inclusive levando drogas escondidas durante visitas. O dinheiro do tráfico era movimentado por transferências via PIX para contas de terceiros, além do uso de uma empresa de fachada para recebimento de pagamentos. Toda a movimentação financeira era registrada em planilhas detalhadas.
A operação conta com apoio da Polícia Militar do Paraná, Polícia Penal, Polícia Civil de Santa Catarina e Polícia Militar de São Paulo, além do auxílio de cães farejadores. As investigações seguem para identificar todos os envolvidos e aprofundar o combate à atuação da organização criminosa na região.
A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima e que todos os suspeitos têm direito à ampla defesa durante o processo de investigação.