Indústria da água mineral movimenta R$ 415 milhões no Paraná em 2025
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Por Fábio Wronski
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A indústria da água mineral movimentou R$ 415,39 milhões no Paraná em 2025, registrando um aumento de 13,8% em relação ao ano anterior, quando o setor somou R$ 365,02 milhões. Os dados fazem parte do quarto informe mineral de 2026, divulgado pelo Instituto Água e Terra (IAT) nesta terça-feira (13).
O volume comercializado também cresceu: foram 526,99 milhões de litros vendidos em 2025, 8% a mais que em 2024, quando o total foi de 487,73 milhões de litros.
A exploração da água mineral, obtida tanto de fontes naturais quanto por extração subterrânea, rendeu R$ 3,5 milhões em Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) ao estado, valor 14,7% superior ao arrecadado em 2024 (R$ 3,05 milhões). A CFEM é repartida entre município produtor (60%), municípios afetados (15%), Estado (15%) e União (10%).
No Paraná, 37 empresas atuam no segmento, distribuídas em 31 cidades e operando sob 44 títulos minerários concedidos pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e licenciamentos ambientais do IAT.
Oito municípios concentram 75,2% da arrecadação da CFEM, com destaque para Quitandinha (25,3%), Toledo (13,6%) e Foz do Iguaçu (9,8%). Campo Largo, Almirante Tamandaré, Capitão Leônidas Marques, Iretama e Iguaraçu também figuram entre os principais arrecadadores.
Entre as empresas, a Baggio & Baggio Ltda, de Quitandinha, liderou a arrecadação com 25,3% do total, seguida pela Indústria e Comércio de Laticínios Pereira Ltda, de Toledo (13,6%), e Jamra Administradora de Bens Próprios Ltda, de Foz do Iguaçu (9,8%). Juntas, essas três companhias responderam por quase metade da arrecadação estadual.
A extração de água mineral no Paraná ocorre em aquíferos presentes nas unidades geológicas do estado. A qualidade e a composição química da água dependem da interação com as rochas que a armazenam.
O Instituto Água e Terra tem papel fundamental na regulação do setor, sendo responsável pela outorga do uso da água e pelo licenciamento ambiental, exigências para a concessão de áreas pela Agência Nacional de Mineração. O órgão também controla o número de captações e as vazões para evitar a superexploração dos recursos hídricos e atua na mediação de conflitos de uso, além de monitorar a qualidade dos mananciais por meio da avaliação de efluentes e análises físico-químicas e bacteriológicas da água subterrânea.
O objetivo é garantir o uso sustentável e a preservação dos recursos hídricos, fundamentais para o abastecimento, o turismo e o desenvolvimento econômico do Paraná.