Chuvas reduzem esmagamento da mandioca e dificultam colheita no Brasil
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Por Diego Cavalcante
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O excesso de umidade no solo tem dificultado o trabalho no campo e alterado o ritmo da cadeia produtiva da mandioca. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as chuvas recentes restringiram a colheita e reduziram o volume de raiz processado pelas indústrias.
Mesmo com precipitações menos frequentes, a umidade acumulada no solo continua limitando a entrada de máquinas nas lavouras. O cenário reduz a disponibilidade de mandioca para comercialização e contribui para sustentar os preços da matéria-prima.
O reflexo também chega às fecularias, unidades industriais responsáveis pelo processamento da raiz para a produção de fécula. O volume semanal de mandioca esmagada caiu ao menor patamar desde janeiro de 2026, conforme o levantamento.
Além das dificuldades na colheita, o desenvolvimento de parte das lavouras preocupa produtores. Plantios realizados entre junho e julho apresentam crescimento vegetativo mais lento e, em algumas áreas, há relatos de perdas associadas ao excesso de umidade.
O mercado de derivados também sente os efeitos desse cenário. A oferta restrita e o adiamento de compras mantêm a comercialização em ritmo reduzido, enquanto os preços apresentam comportamentos distintos conforme o produto.
O avanço dos trabalhos no campo dependerá das condições climáticas e da redução da umidade nas áreas produtoras. Até lá, a disponibilidade de mandioca e o ritmo de processamento industrial seguem condicionados às dificuldades enfrentadas nas lavouras.