“Exército do Lula” comete crimes eleitorais e espalha fake news afirma Jeffrey Chiquini
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Por Redação CGN
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O deputado federal eleito pelo Paraná, Jeffrey Chiquini (Novo), publicou neste domingo (11) um vídeo em que faz críticas ao deputado federal André Janones e questiona a atuação de uma rede de mobilização política criada para apoiar a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nas imagens, Chiquini aparece falando diretamente para a câmera e comenta a atuação do canal de WhatsApp denominado “Exército do Lula”, organizado por Janones. O parlamentar eleito pelo Paraná levanta suspeitas sobre possíveis irregularidades eleitorais e menciona dispositivos da legislação penal e eleitoral.
O vídeo também reproduz uma manifestação do próprio Janones, evidenciando o confronto político e jurídico entre os dois.
Acusações de crimes e atuação nas redes sociais
Durante a gravação, Chiquini faz referência ao artigo 288 do Código Penal, que trata do crime de associação criminosa, e ao artigo 323 do Código Eleitoral, relacionado à divulgação de fatos sabidamente inverídicos na propaganda eleitoral.
A argumentação apresentada pelo deputado eleito questiona os limites legais da atuação coordenada de apoiadores políticos nas redes sociais, especialmente diante de suspeitas de divulgação de informações falsas contra adversários.
As declarações representam a interpretação jurídica e as acusações de Chiquini. A existência de um canal de mobilização política, por si só, não comprova a prática de crimes.
Chiquini acionou a Procuradoria-Geral da República
O embate não se limita às manifestações nas redes sociais.
Na quarta-feira (7), Chiquini apresentou uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra André Janones e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
Segundo a denúncia, os parlamentares teriam atuado de forma coordenada na divulgação de informações falsas sobre o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Entre as alegações questionadas estão mensagens de que Flávio acabaria com programas sociais, extinguiria o salário mínimo e reduziria aposentadorias.
O protocolo da notícia-crime não representa uma conclusão sobre a responsabilidade dos parlamentares citados.
Flávio Bolsonaro também levou caso ao TSE
A disputa chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A campanha de Flávio Bolsonaro pediu à Justiça Eleitoral medidas contra o canal “Exército do Lula”, sob a acusação de que a estrutura estaria sendo utilizada para disseminar informações falsas e conteúdos ofensivos contra o candidato.
A ação também envolve Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), com pedidos relacionados a supostos abusos durante a campanha eleitoral.
No sábado (10), o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que Flávio Bolsonaro apresentasse informações complementares em até 72 horas antes da análise dos pedidos urgentes.
O magistrado também solicitou a apresentação organizada de arquivos digitais mencionados na ação e determinou a notificação dos investigados para apresentarem defesa.
O TSE esclareceu que o recebimento da ação não significa reconhecimento das acusações.
Janones contesta acusações
André Janones, que aparece em um trecho reproduzido no vídeo de Chiquini, tem criticado as tentativas de retirar do ar o canal de mobilização de apoiadores de Lula.
O deputado mineiro nega as acusações de irregularidades e sustenta que a iniciativa tem finalidade de mobilização política.
A disputa ocorre durante a campanha para o segundo turno da eleição presidencial, período em que as estratégias digitais ganharam destaque entre os apoiadores dos dois candidatos.
Acordo anterior de Janones com a PGR é mencionado
O material divulgado por Chiquini também faz referência a uma notícia sobre um acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo André Janones.
Em março de 2025, o ministro Luiz Fux homologou um acordo de não persecução penal firmado entre Janones e a PGR no âmbito de uma investigação sobre a prática conhecida como “rachadinha”.
De acordo com o STF, Janones admitiu a prática investigada e assumiu compromissos que incluíram o pagamento de R$ 157,8 mil, entre reparação e multa, além de outras condições.
O acordo é referente a uma investigação anterior e distinta das atuais acusações eleitorais. Sua homologação não comprova irregularidades no funcionamento do canal de WhatsApp.
O caso envolvendo o “Exército do Lula” segue sujeito à análise das autoridades competentes.