Juarez da Tekpix morre aos 56 anos; bordões viraram memes e marcaram gerações
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Por Redação
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Morreu aos 56 anos Juarez Pontes, conhecido em todo o Brasil como Juarez da Tekpix. O comunicador foi encontrado morto na quinta-feira (8), na casa onde morava, no bairro de Santo Amaro, zona sul de São Paulo. A causa da morte não havia sido divulgada.
Segundo informações da família, Juarez morava sozinho e estava havia três dias sem dar notícias. Preocupados, amigos foram até a residência e, sem conseguir contato, entraram no imóvel, onde encontraram o corpo. Ele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O sepultamento estava previsto para este sábado (10), no Cemitério de Santo Amaro.
Juarez entrou para a memória da televisão brasileira com os comerciais das câmeras digitais Tekpix, especialmente nos anos 2000. Com um jeito acelerado de apresentar os produtos e um entusiasmo difícil de ignorar, transformou frases como “Vamos falar de coisa boa?” em marcas de uma época.
Antes de chegar à televisão, trabalhava com vendas por telefone. O talento comercial chamou a atenção da empresa responsável pela câmera, e ele passou a protagonizar as campanhas que o tornaram conhecido nacionalmente. Os anúncios, que durante anos ocuparam espaço frequente na programação, voltaram a circular nas redes sociais muito tempo depois, agora como memes e lembranças compartilhadas por diferentes gerações.
A trajetória de Juarez também teve um capítulo mais recente na televisão. Em 2024, ele passou a participar do programa A Tarde É Sua, apresentado por Sônia Abrão, na RedeTV!. Em 2025, foi afastado da emissora após uma denúncia de assédio sexual, episódio que também repercutiu na imprensa.
A história de Juarez ficou ligada a um período em que a publicidade televisiva transformava vendedores em personagens familiares ao público. Sua imagem, sua maneira de falar e seus bordões atravessaram os anos e continuaram presentes mesmo depois que os comerciais deixaram de ocupar o mesmo espaço na televisão.
A morte encerra uma trajetória que ultrapassou a venda de um produto. Para quem acompanhou aquela época, bastava ouvir a pergunta “Vamos falar de coisa boa?” para reconhecer imediatamente o homem diante das câmeras. Um bordão simples, repetido tantas vezes, acabou encontrando lugar na memória coletiva.