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“Uma manobra que podia economizar tempo acabou atrasando demais”, alerta PRF após acidente no Trevo Cataratas

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A dinâmica do acidente foi detalhada pela inspetora da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Neo Gonçalves.
“Uma manobra que podia economizar tempo acabou atrasando demais”, alerta PRF após acidente no Trevo Cataratas

Por Allan Machado

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A tentativa de passar pelo corredor entre veículos terminou em acidente e deixou um motociclista de 24 anos ferido no final da tarde desta sexta-feira (9), no Trevo Cataratas, em Cascavel. A ocorrência envolveu uma motocicleta, um Chevrolet Corsa e um caminhão.

A dinâmica do acidente foi detalhada pela inspetora da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Neo Gonçalves. Segundo ela, o trânsito estava bastante lento, praticamente parado, no trecho de acesso à BR-277, no sentido Foz do Iguaçu.

O caminhão trafegava pela segunda faixa, enquanto o Corsa seguia pela primeira. Ao tentar avançar pelo corredor entre os dois veículos, o motociclista atingiu a lateral do caminhão e, na sequência, a lateral do automóvel.

Com o impacto, o homem caiu e sofreu ferimentos moderados em uma das pernas. Equipes de socorro da rodovia foram mobilizadas para prestar atendimento à vítima, enquanto a PRF atuou na ocorrência e na orientação do tráfego.

Ao comentar o acidente, Neo Gonçalves chamou a atenção para os riscos da manobra, especialmente em rodovias, onde há circulação de veículos pesados e condições de tráfego que exigem atenção redobrada.

“De repente, uma manobra que podia economizar tempo acabou atrasando demais e podia virar uma tragédia”, destacou a inspetora.

Neo ressaltou que trafegar pelo corredor entre veículos representa um risco elevado nas rodovias, devido à velocidade e à complexidade do trânsito. Embora a fluidez seja importante, ela reforçou que os motociclistas precisam ter cautela ao tentar avançar entre carros e caminhões.

“Muitas vezes o motociclista quer adiantar. É importante, óbvio, o trânsito tem que ter fluidez, só que tem que ter muito cuidado ao fazer essa manobra para acabar não se envolvendo em acidente”, alertou.

A inspetora também observou que, nesse tipo de ocorrência, o próprio motociclista acaba ficando mais exposto às consequências da colisão.

“Quem saiu ferido foi ele. Então, acabou também atrasando ainda mais a viagem dele”, concluiu Neo Gonçalves.

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