Cordão umbilical pode ser mais do que o elo entre mãe e bebê: pode ajudar a salvar vidas
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Por Redação
Nesta quinta-feira (8), o Brasil celebra o Dia Nacional de Doação de Cordão Umbilical. A data pode parecer, à primeira vista, daquelas que passam despercebidas no calendário. Mas existe uma história bastante diferente por trás de um material que, depois do nascimento de um bebê, normalmente seria simplesmente descartado.
O sangue que permanece no cordão umbilical é rico em células-tronco hematopoiéticas, capazes de dar origem às células do sangue e do sistema imunológico. Essas células podem ser utilizadas em transplantes para o tratamento de doenças graves, como leucemias, linfomas, anemias e outras enfermidades do sangue e do sistema imune.
A doação é voluntária e pode ser destinada aos bancos públicos de sangue de cordão umbilical. A coleta acontece depois do nascimento e não interfere no parto nem na saúde da mãe ou do bebê. O material passa por testes e, se estiver dentro dos critérios, é armazenado para ser utilizado quando houver um paciente compatível que precise do transplante.
A data foi instituída pela Lei nº 13.309, de 2016, justamente para estimular esse tipo de doação. E talvez exista aí uma das partes mais bonitas da história: enquanto uma família comemora a chegada de uma criança, uma pequena parte daquele nascimento pode continuar sua própria trajetória, anos depois, dentro do tratamento de alguém que talvez nunca venha a conhecer aquela família.
É um daqueles casos em que a vida começa de um lado e pode ganhar uma segunda oportunidade do outro.