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Imagem referente a Pandemia do coronavírus fez cair em 55% o número de cirurgias eletivas no Paraná

Pandemia do coronavírus fez cair em 55% o número de cirurgias eletivas no Paraná

No Paraná, as cirurgias eletivas estavam suspensas desde o dia 24 de julho....

Publicado em

Por Deyvid Alan

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Imagem referente a Pandemia do coronavírus fez cair em 55% o número de cirurgias eletivas no Paraná

Após quase dois meses de suspensão, na última sexta-feira a Secretaria de Estado da Saúde autorizou a retomada, de forma parcial, das cirurgias eletivas no Paraná. A medida tem o objetivo de diminuir as filas que naturalmente se formaram no estado (assim como no restante do país) em função da crise causada pelo novo coronavírus. Neste primeiro momento, porém, a retomada ainda deve acontecer de forma lenta e com muitas restrições, o que implicará, possivelmente, na necessidade da realização de, por exemplo, mutirões nos próximos meses.

Conforme dados do Ministério da Saúde, entre março e junho, primeiros meses da pandemia, o Paraná fez cerca de 29 mil procedimentos eletivos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que significa uma queda de 55,15% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando haviam sido realizados quase 65 mil cirurgias desse tipo. A queda foi ainda mais significativa do que a verificada a nível nacional, de 47,5% — no Brasil, foram feitos 453 mil procedimentos nesses quatro meses, ante 862 mil em 2019.

No Paraná, as cirurgias eletivas estavam suspensas desde o dia 24 de julho, quando a Sesa divulgou a Resolução número 926/2020. Desde então, vinham sendo realizadas apenas cirurgias de urgência e emergência, com o objetivo de evitar o uso de medicamentos anestésicos e relaxantes musculares. Àquele tempo, os casos de Covid-19 estavam em acelerado crescimento no estado e havia risco de desabastecimento de alguns fármacos.

Na última sexta-feira, contudo, saiu uma nova Resolução da Sesa (número 1026/2020), a qual sugere que sejam suspensos apenas os procedimentos que demandem terapia intensiva no pós-operatório e/ou em pacientes sob anestesia geral (procedimentos de cardiologia, oncologia e nefrologia não se aplicam). A medida atende pedido do Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), feito depois de ouvidas diversas especialidades médicas.

A despeito da fila formada ao longo dos últimos meses, contudo, a expectativa ainda é de uma retomada lenta, ao menos neste primeiro momento, conforme explica Roberto Issamu Yosida, presidente do CRM-PR.

“O procedimento eletivo tem todo um processo. Não é de hoje para amanhã que acontece e alguns fatores importantes vão regular esse retorno”, diz o médico. “Um deles é que, com a questão de prevenção de contaminação, os procedimentos vão ser realizados em menor número. Também vai ter um custo maior, decorrente do uso de mais EPIs, uma taxa de ocupação menor. E ainda tem a própria demanda, pois o paciente vai ter receio de se submeter a um procedimento em hospitais que atendem procedimentos eletivos e Covid-19.”

Na sequência, entretanto, já se reconhece que haverá a necessidade de readequação do sistema, com a adoção de medidas extraordinárias para conseguir lidar com toda a demanda represada. “Não sabemos ainda, porém, como as secretarias estaduais e municipais vão fazer isso. Hoje existe uma contratualização com os hospitais que define meta de qualidade e quantidade de procedimentos. Devemos ter ações pontuais de mutirão na medida que a Covid passar”, aponta Flaviano Ventorim, presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa).

Fonte: Bem Paraná

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