Jornais dizem que voto no Brasil define geopolítica na América Latina
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Por CGN
A eleição no Brasil deste domingo (4) foi destaque em alguns dos principais jornais do mundo que apontaram a importância do pleito para a geopolítica na América Latina.
O jornal New York Times (NYT) dos Estados Unidos (EUA) afirmou que a votação pode definir o futuro da região e que a disputa opõe o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao senador Flávio Bolsonaro.
“A disputa também traz consequências abrangentes para os planos de Washington para o domínio na região, colocando um titular de esquerda que desafiou repetidamente o presidente Trump contra um aliado de direita alinhado com o líder americano”, diz o jornal nova-iorquino.
A imprensa Argentina tem feito uma cobertura “minuto a minuto” da eleição brasileira, com atualizações sobre a votação dos principais candidatos e números divulgados pela Justiça Eleitoral do Brasil.
O jornal Clarín aponta que o resultado é “imprevisível” e que essas eleições teriam sido marcadas por uma “menor mobilização” desde a redemocratização do Brasil, em 1988.
“[A eleição] pode consolidar o progressismo representado por Lula da Silva, que almeja seu quarto mandato, ou consolidar o bolsonarismo na figura de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair — este último preso por promover, em 2023, um golpe contra os três poderes. A vitória de qualquer um deles trará reacomodações na geopolítica”, diz o jornal mexicano.
Europa
Na Espanha, o jornal El País traz diversas matérias sobre a eleição brasileira, apresentando a disputa como um “terceiro duelo” entre a “esquerda democrática” e a “extrema-direita dos Bolsonaro”.
“Os brasileiros têm em suas mãos a chance de quebrar essa sequência. Ou não. E podem decidir isso agora ou daqui a três semanas”, escreveu o El País.
Na Inglaterra, o jornal The Guardian afirma que a eleição no Brasil está “altamente polarizada” e é de “grande importância, que pode mudar não apenas os rumos do maior país da América Latina, mas de toda a região”.
Segundo o jornal, o Brasil é um dos poucos países da América Latina que ainda têm um governo de esquerda após uma onda de vitórias eleitorais da direita e extrema-direita e a tomada do poder na Venezuela pelos EUA após o sequestro do presidente Nicolás Maduro.
“A eleição de domingo coloca frente à frente o presidente de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva, que busca um quarto mandato não consecutivo, e o senador de extrema direita Flávio Bolsonaro, aliado de Donald Trump e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe após sua fracassada reeleição em 2022”, diz o The Guardian.
“A petição solicitava uma investigação para apurar se figuras da oposição haviam coordenado ações com autoridades do governo dos EUA em relação à suspensão”, afirma a agência chinesa.
Fonte: Agência Brasil