Após indecisão, Cleitinho confirma favoritismo em MG
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Por Agência Estado
Os eleitores de Minas Gerais vão às urnas após uma campanha marcada por sobressaltos. O cenário instável não foi refletido pelas pesquisas de intenção de voto, que indicam o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como líder da disputa desde o início do ano.
A pesquisa Quaest divulgada no sábado, 3, aponta que Cleitinho segue liderando a corrida eleitoral em Minas e concentra 54% dos votos válidos, o que lhe daria a vitória no primeiro turno. Na segunda colocação, Patrus Ananias (PT) figurou com 23%.
No Senado, o cenário é de quatro nomes competitivos para as duas vagas em jogo.
Cleitinho demonstrou resiliência mesmo após deixar a candidatura em suspenso por um longo período. Em abril, ele disse ao portal G1 que não havia definição sobre o tema. No mês seguinte, selou apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, sem, no entanto, confirmar se seria candidato ao governo ou se apoiaria outro nome para o cargo.
Em julho, a hesitação misturou-se a um luto familiar. Matheus Azevedo, irmão mais novo de Cleitinho, morreu aos 30 anos, em razão de complicações de uma leucemia. No dia 25 daquele mês, o Republicanos realizou sua convenção estadual em Minas. Cleitinho não foi ao evento, aumentando os rumores de que deixaria a disputa. Quatro dias depois, o partido divulgou uma nota criticando a hesitação do senador e negando-lhe a candidatura.
O senador respondeu mantendo sua pré-candidatura. Em 3 de agosto, voltou atrás e anunciou que desistiria, mas, no dia 7, mudou novamente de posição e confirmou que seria candidato.
A indefinição de meses não foi refletida pelas pesquisas de intenção de voto. Durante todo o período em que manteve a pré-candidatura em aberto, Cleitinho seguiu líder de levantamentos de diferentes institutos, como Quaest, Datafolha, Paraná Pesquisas e Real Time Big Data.
ARTICULAÇÕES
A hesitação do senador desmontou articulações à direita. O PL sondou Nikolas Ferreira para a disputa, mas o deputado federal declinou. Uma aliança com o governador Mateus Simões (PSD) foi cogitada, mas não foi adiante. O PL acabou por anunciar a candidatura do empresário Flávio Roscoe às vésperas do fim do prazo legal.
À esquerda, também houve indefinição. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atuou para que o senador Rodrigo Pacheco fosse seu palanque no Estado. Em abril, o ex-presidente do Senado deixou o PSD rumo ao PSB, mas no mês seguinte declinou da candidatura ao governo mineiro.
O PT, então, insistiu para que a ex-prefeita de Contagem Marília Campos assumisse o posto, mas ela manteve sua candidatura ao Senado. O nome do deputado federal Patrus Ananias ganhou força somente a partir de julho e acabou confirmado para a disputa. Alexandre Kalil (PDT) é seu principal adversário no campo da esquerda.
ESPÍRITO SANTO
No Espírito Santo, a disputa pelo governo está polarizada entre o governador Ricardo Ferraço (MDB) e o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos). Com poucos candidatos competitivos, a resolução da eleição no primeiro turno depende do desempenho do deputado federal Helder Salomão (PT), que figura em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.