“Me chamaram de puta, vagabunda e vadia”: confusão interrompe jogo de futebol americano em Cascavel
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Por Allan Machado
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A integrante da equipe de Chapecó contou que chegou a questionar os torcedores e, diante da situação, acionou a Guarda Municipal que acompanhava a partida. Segundo ela, os agentes conversaram com técnicos, árbitros e pessoas que estavam próximas à grade.
Emily afirma que, após o episódio, decidiu se manifestar sobre o que havia acontecido.
“Eu não vou ficar quieta. Não tem como eu ficar quieta mediante uma situação dessa”, declarou.
A situação acabou envolvendo também os árbitros e provocou a paralisação da partida. A Guarda Municipal e a Polícia Militar foram acionadas para acompanhar a ocorrência e conter os ânimos.
Emily também afirmou que nunca havia se exaltado dessa maneira durante outras partidas e disse manter uma postura considerada por ela como ética durante os jogos.
“Eu nunca me exaltei, nunca xinguei uma torcida, nunca falei um palavrão para uma torcida. Sempre mantenho a ética”, relatou.
Durante a entrevista, ela também mencionou um episódio ocorrido anteriormente, na partida disputada em Chapecó, quando, segundo sua versão, integrantes do time de Cascavel teriam feito ofensas direcionadas à torcida adversária.
De acordo com Emily, o episódio aconteceu diante de famílias e crianças e, posteriormente, os envolvidos teriam pedido desculpas.
Para ela, situações como essa não deveriam transformar a disputa esportiva em uma rivalidade entre as equipes.
“A gente está ali por amor ao esporte. E isso acontecer é inadmissível”, afirmou.
O jogador de Chapecó apontado como envolvido na ocorrência foi conduzido à Delegacia da Polícia Civil para os procedimentos relacionados ao caso. Com a confusão, a partida foi encerrada e o Cascavel Olympians foi declarado vencedor.
Emily afirmou ainda que a Federação de Futebol Americano do Brasil (FABR) será informada sobre o ocorrido.