Campanha de Lula avalia concentração de eleitores na avenida Paulista neste domingo, 4
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Por Agência Estado
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia realizar uma concentração de eleitores na avenida Paulista neste domingo, dia 4. O evento oficial da campanha, no entanto, ainda é a reunião do comitê da reeleição no Renaissance São Paulo Hotel, mas imediações da Paulista, onde eles devem assistir a apuração.
Contudo, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em São Paulo, havia encaminhado um ofício à Prefeitura nesta semana pedindo que vias importantes da capital paulista ficassem desimpedidas nos finais de semana do primeiro e segundo turnos. Em relação à avenida Paulista, o TER pede que fique aberta à circulação de veículos no domingo de eleição, medida também implementada nas três últimas eleições.
Segundo fontes, a ideia ganhou impulso devido à possibilidade de que a eleição seja decidida ainda no primeiro turno, e a área jurídica ligada ao candidato à reeleição estaria atuando para obter a liberação da Prefeitura de São Paulo. Pesquisa CNT/MDA divulgada mais cedo aponta que Lula teria 47,8% dos votos válidos, contra 42,1% de Flávio Bolsonaro. A avaliação é que fatores como abstenção, que tem crescido nas últimas eleições, possam definir o pleito já neste domingo.
Há, contudo, incertezas quanto à obtenção da autorização para o ato, uma vez que o prefeito Ricardo Nunes é apoiador do adversário, Flávio Bolsonaro, e já teria tentado dificultar a realização do evento realizado neste sábado.
Durante a concentração na manhã deste sábado, 3, na rua Augusta, pessoas ligadas à campanha pediam para que os apoiadores ocupassem a avenida no domingo, após a votação, para acompanhar a apuração. Ao mesmo tempo, o ato encontrava dificuldades com a Polícia Militar, que após atraso na saída dos carros de som e a aglomeração de pessoas nas vias próximas, queria a retirada dos veículos e ameaçou prender motoristas. A situação, contudo, foi contornada e por volta das 11h30 a caminhada teve início em direção à praça Roosevelt, num trajeto de aproximadamente 1,8 quilômetro.
No ato, Lula discursou e criticou seu principal adversário, relacionando-o a desvios na Previdência Social e ao escândalo do Banco Master. Segundo Lula, foi sem seu governo que prendeu o que chamou de “quadrilha da Previdência”, que, segundo ele, teria sido criada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.